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Decorridas várias greves e manifestações desde Dezembro de 2022, o surpreendido, e desorientado, Ministério da Educação arrastou a mesa das negociações (já vão na 6ª ronda) sempre com os concursos como ponto único. O marketing político espera que os professores se cansem e já fez coisas graves: opinião pública contra professores, culpas ao WhatsApp, propostas iguais ao que existe e distorção de pareceres da PGR. O assunto é sério e vai muito para além dos concursos. Os professores não desistem e amanhã manifestam-se em Lisboa.
Amanhã, 25 de Fevereiro de 2023, estarei pela CNN em dia de mais uma significativa manifestação e como professor do "Clube Dos Não Sei Quê Independentes Mediatizados".
FORÇA.
ResponderEliminarBoa tarde, Paulo
ResponderEliminarComo já devo ter comentado fui professore embora reformado (como quadro técnico superior), continuo a sentir-me professor.
No tempo da Maria de Lurdes Rodrigues ajudei a encher o Rossio e por aí adiante.
Até que um dia fui a uma Manifestação, convocada pela CGTP-Inter Sindical, em frente ao Palácio de Belém.
Quando lá cheguei estavam os manifestantes virados para os Jerónimos. Perguntei a um elemento sindical - é aqui o Palácio de Belém? - Não, é ali ao lado. - A manifestação não é frente ao Palácio de Belém? - Era, mas não foi autorizada. - E depois. Olhe ali para o lado. Meia dúzia de GNR's e nós somos tantos, o que fazemos aqui? - Não queremos provocar.
Virei costas e fui passear junto ao Tejo.
Quando os manifestantes debandaram aproximei-me do palco e ainda lá estava o Sr. Arménio Carlos. Subi. Pedi licença para falar com o dito sr. e disse-lhe - Camarada, quando se convoca uma Manifestação para um determinado local, é lá que se deve fazer. Não creio que D. Manuel I venha cá do séc. XVI para nos ouvir. É a última vez que deixo o meu canto para assustar as pedras da calçada e as paredes dos Monumentos.
Cumpri.
A desilusão levou-me a concluir que greves e manifestações nada adiantam. Os nossos Governos, os passados, este e os que se hão de seguir nada farão sem licença dos seus patrões de Bruxelas.
Cheguei à conclusão que apenas se conseguirá algum avanço, seja em que setor for da atividade dos portugueses, mas estamos a falar de professores, com ações.
Foi uma pena que na última "passeata" dos professores pela Avenida ao Rossio, deveriam ter ficado na Avenida, sentadinhos, quietinhos, caladinhos, encadeados uns aos outros, até que os senhores do Ministério, do Governo, ou de Bruxelas viessem dialogar com os dirigentes sindicais presentes até se chegar a um Acordo. Ali em frente dos professores presentes, Ali com as câmaras de televisão apontadas aos negociadores, para que todo o país assistisse em direto.
De resto Palavras leva-as o Vento.
Zé Onofre
Muito obrigado!
ResponderEliminarOlá, boa noite. Obrigado pelo testemunho. Força aí.
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