segunda-feira, 9 de outubro de 2023

A autocracia na escola também atinge os assistentes administrativos e operacionais

A escola pública adoeceu e adoece os seus profissionais. Entramos no 50º aniversário do 25 de Abril com a escola excluída do laboratório da democracia e com os seus profissionais entregues a uma selva de amiguismo, clientelismo e caudilhismo. No caso dos assistentes administrativos e operacionais, há ainda a passagem da sua vinculação profissional para os municípios com uma carreira desvalorizada e avaliada pelo trágico SIADAP.



"(...)Greve de hoje já fechou 50 escolas. Sindicato fala em adesão acima de 65%.
Com a paralisação, o Sinape pretende alertar para "uma desvalorização salarial destes profissionais da educação" desde 2010, pedindo a valorização dos assistentes operacionais. "Noventa por cento deles levam para casa todos os meses 606 euros líquidos", lamentou o secretário-geral do sindicato, ao PÚBLICO neste domingo. A progressão na carreira é outro dos motivos da paralisação. "Não se entende o racional científico para carreiras cujo topo só se atinge ao fim de 70 anos de serviço", pode ler-se no pré-aviso de greve, que explica que foi criado um "acelerador de carreira" que só abrange quem tem no mínimo 18 anos de serviço e uma boa avaliação.(...)"




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