É belíssimo o filme de Wim Wenders. "Dias perfeitos" foi filmado em Tóquio, com música norte-americana das décadas de 1970 e 1980 (não tivesse o Japão perdido a segunda-guerra ou as coisas boas não têm fronteiras?). O título leva-nos à perfect day de Lou Reed.
O que será um dia perfeito? E isso mexe com o sono e com o que sonhamos? O que fazemos com o tempo? Como está a sociedade moderna? E a sua relação com a memória e com a História? Damos importância aos detalhes? Vemos quem mantém as grandes cidades abertas? Olhamos para a natureza? Olhamos mesmo para o outro? É incessante a busca do amor? E como lidamos com a finitude?
Wim Wenders revisitou essas interrogações. Construiu um grande filme, com cenários minimalistas e um número reduzido de actores; e com lentes simultaneamente felizes, comoventes e poéticas. É imperdível.
Já o fez com as "Asas do desejo", uma obra cultural que estabelece um paradigma filosófico: confirma a essência da condição humana. Mas é obnubilada pela procura incessante do sustento, sobrevivência, aprisionando cada um num quotidiano de área cubicular, eclipsando a interação humana que oniricamente existe na mente de cada um, não ligando antípodas geográficos, apenas almejando um desejo pessoano: "Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!"...
ResponderEliminarNem mais, Mário. Outro grande filme.
ResponderEliminarO mundo tem vários problemas e é importante falar neles e não em ficção. A pergunta que é mesmo importante fazer é se predominam assuntos importantes ou fúteis para desviar a atenção dos importantes?
ResponderEliminarTambém, também. Nem mais.
ResponderEliminarE soluções para os problemas, tens alguma?
ResponderEliminarParece que não gostou que dissessem que o mundo tem vários problemas. E isto não me admira pois afinal interessa iludir e nos blogs vemos muito disto. Textos e mais textos sobre tudo e sobre nada, sobre parvoíces e futilidades, para "anestesiar" o povo.
ResponderEliminarEstava a referir-me apenas às interrogações que captei neste belíssimo filme.
ResponderEliminarEste blogue tem 20 anos e uma linha editorial coerente com o título. Mais, muito mais sobre educação (pode consultar a coluna à sua direita e tem os textos no Público e as centenas de tags), mas também sobre outros temas que me interessam; onde se inclui o cinema.
ResponderEliminarPedro Nuno Santos: "Assumo todas as responsabilidades no que diz respeito à TAP"
ResponderEliminarQuando os jornalistas mostram alguns problemas também pergunta se eles têm soluções para os problemas?
ResponderEliminarOra nem mais.
ResponderEliminarÉs jornalista? Provavelmente não. Eu acho que tens é problemas, procura ajuda.
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