quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

O preço da desigualdade


1ª edição em 27 de Março de 2014.


Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.


Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")



Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.



Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.



Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.



Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.



Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.




 

 

2 comentários:

  1. Rui Manuel Fernandes Ferreira11 de janeiro de 2024 às 21:47

    Até doi!
    “O capitalismo parece ter transformado as pessoas que se deixaram iludir por ele”.
    “… a política moldou o mercado, e moldou-o de modo a dar vantagem aos do topo em prejuízo do resto da sociedade”.

    ResponderEliminar