É óbvio que é justo e fundamental que o poder político recupere o tempo de serviço dos professores, e cumpra uma promessa eleitoral. Mas para se ser justo, é crucial respeitar a História, criar massa crítica e conhecer bem os inúmeros detalhes brutalmente injustos. Por isso, e por serem tantos e labirínticos, é que se defende uma refundação assente na simplificação de colocar cada professor no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado. Aliás, tal objectivo tem que nortear igualmente os concursos de professores: um, anual, e sempre com as vagas de quadro de escola; para o que se segue aos quadros de escola, há meios humanos e técnicos para que seja um não-assunto (o que não há é professores devidamente formados).
Bem sabemos que os tempos são velozes e que há diversos calendários, nomeadamente os eleitorais. Mas a justiça não deve ser apenas célere; deve ser também eficaz.
Não é simplificar mas respeitar a escala da carreira remuneratória em vigor.
ResponderEliminar(fico agradavelmente surpreendido por comungar do mesmo principio que há muito tempo divulgo como sendo a recuperação verdadeira... )
Isso é simplificar, no sentido do simples como o mais trabalhado e difícil. Há muito que se fala disso, e tenho ideia que o Mário fez o registo da patente :))
ResponderEliminarSe a minha patente tivesse sido aceite, estaria a ser usada na mesa das negociações...
ResponderEliminar(nas últimas manif em Lisboa, estive com sindicalistas da Fenprof que subscreviam o que defendia mas argumentavam que não havia condições politicas para exigir essa reivindicação, sendo mais pragmático conquistar uma recuperação o mais elevada possível. Fiquei convencido que seria uma reivindicação utópica, não havendo interlocutores que a apoiassem. O STOP ainda não tem a força de uma Fenprof ou FNE, estava definitivamente estabelecido que a perda financeira brutal seria irrerversível...)
Nem mais, Mário.
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