A estimativa da massa salarial em 2027, e mais até em 2030, tem que considerar a entrada de professores na carreira. A menos que a tele-escola 2.0 seja um dado adquirido. E se em 2027 serão 91 mil nos três escalões mais remunerados, então é mais simples, justo e transparente, e muito menos tortuoso, colocar cada professor no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado, como se defende aqui. Desde logo, o argumento financeiro deixa de ser relevante. Ora leia este pedaço da estimativa (imagina-se que os autores não lecionem há muito, ao enunciarem 70 anos de idade):
"(...)Os escalões onde hoje se concentram mais docentes são o 4.º (19.760) e o 6.º (20.200), seguidos pelo 10.º (13.469), revelam os números apresentados pelo Ministério da Educação, que são "estimativas apuradas sem a entrada de docentes para a carreira e com a idade de aposentação aos 70 anos"(...).
Por já saberem isso em 2005, é que aquele governo PS de memória traumática fez o ataque brutal à classe docente para justificar o corte financeiro, desprezando os efeitos a longo prazo (que agora se verificam com a escassez em algumas regiões). Gerir a longo prazo é precaver e organizar em vez de destruir, cuja recuperação poderá não ocorrer...
ResponderEliminarSe as condições de lecionação fossem idênticas às da universidade, muitos ficariam até aos 70 anos...
70 anos na actualidade é uma brutalidade.
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