quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Parece o triunfo da boçalidade

Independentemente de tantas análises que se possam fazer, há uma espécie de triunfo da boçalidade que se vai disseminando pelas democracias ocidentais. Para além do mais, os erros mais reconhecidos do mainstream e do capitalismo selvagem são também da responsabilidade dos que agora usam a boçalidade para captar ressentidos e excluídos. 


Parece que nos EUA não haverá pesos e contra-pesos o que terá resultados imprevisíveis.


(já agora, Trump, o seu círculo e os seus eleitores acharão o processo eleitoral dos EUA o mais robusto da história da humanidade).

7 comentários:

  1. Ora, toma! Trumph esmagou a arrogância dos politicamente corretos. A Casa Branca, a Câmara dos Representantes, e o Senado dominados pelos republicanos. Aborto, eutanásia, gays, etc. , woke, tudo para a ilha do lixo.
    À propósito, quando é que os cartunistas cobardes vão gozar com o mahomed ou allah?
    Mariana Montenegro

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  2. O mundo não é binário e vejo no discurso do Trump arrogância e um politicamente incorrecto que é tão politicamente correcto como o que diz criticar.

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  3. Já agora, Mariana Montenegro: "aborto, eutanásia, gays" são temas woke? Não há gays no círculo de Trump? Ou também vão para "a ilha do lixo". Francamente. Tanto ódio.

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  4. Essa boçalidade já existia só que era escondida por receio da censura social. Só era preciso aparecer alguém boçal que chegasse ao poder para que essa imensa população se sentisse autorizada a revelar-se sem receio. Relembro que Nixon já mostrou um perfil semelhante e o Watergate foi um 6 de janeiro.
    Os resultados são previsiveis: ódio e violência como ferramentas da relação social, a mentira como comunicação normalizada, a ditadura como um regime apetecível, tendo os EUA todos os ingredientes para ser mais um do eixo Rússia-China-Irão-Coreia do Norte. Outro resultado previsivel são os grupos politicos europeus simpatizantes emergirem e ocuparem o poder. O paradoxo reside nos moderados(?) politicos como a causa da ascensão da boçalidade...
    Parafraseando Churchill, "caiu uma cortina negra no mundo"...

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  5. É comum a todo o Mundo Ocidental, os professores foram reduzidos a espetadores do puerocêntrismo e do positivismo das pseudo ciências da educação, já Virgílio Ferreira, professor do ensino secundário na Escola Secundária de Camões se queixava da infantocracia que emergia nas escolas nos anos 70. Os pais, extensões babadas dos seus filhos, entraram de forma imprevidente nas escolas de dedo em riste para impor as suas mundividências morais, científicas e pedagógicas, ninguém lhes colocou limites, uma vez que os pais são insuspeitos de não quererem o melhor para os seus filhos, esqueceram-se que os pais querem o melhor para os seus filhos e para eles próprios a curto prazo, uma aprendizagem indolor e pronta a consumir, que não lhes ocupe o tempo e o pensamento, que traga como retorno rápido classificações superiores fáceis de obter e que lhes escancare as portas do futuro sem esforço e despesa. Assim não se esculpem cidadãos, é o fim do Estado de Direito e da Democracia. Nos Estados Unidos estão mais adiantados, os pais fazem a purga dos livros da biblioteca e das aulas, os professores têm de obter uma assinatura de autorização dos pais para poderem passar filmes nas aulas, de outro modo os seus filhos aguardam no corredor que os colegas visualizem os filmes, com este poder ilimitado sobre a cabeça dos filhos, é evidente que as cabeças dos filhos nunca ultrapassarão a cabeça dos pais, os filhos serão um espelho dos pais. É neste impasse que estamos no Mundo Ocidental. A cultura é como a higiene, se as pessoas não forem obrigadas, não praticam.

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  6. Muito obrigado. Muito interessante o seu ângulo de análise.

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