sexta-feira, 25 de abril de 2025

O Correntes faz hoje 21 anos

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51 anos depois do 25 de Abril, o Correntes faz 21 anos de existência. Como olhei para os blogues como actos de cidadania, de liberdade de opinião e de responsabilidade social, fiz coincidir o início do Correntes com uma comemoração do dia "inicial, inteiro e limpo".


A Revolução dos Cravos, com os seus ideais de utopia, de generosidade, de desapego pelo poder e de defesa corajosa e intransigente da democracia, integrará a história universal como o mote inquestionável do desenvolvimento do país. E se há muito por fazer na consolidação das políticas inclusivas, é também imperativo repetir e elevar os ideais de Abril. 


Aliás, em "Porque falham as nações", de Acemoglu e Robinson, conclui-se nesse sentido: na história universal dos últimos três milénios, as nações não falharam por causa da geografia, da religião, da cultura ou das riquezas de subsolo, mas pela incapacidade em transformar políticas, instituições e empresas extractivas (que acumulam a riqueza em oligarquias) em inclusivas (que distribuem a riqueza e diminuem as desigualdades). Mas só a consolidação do modelo inclusivo durante décadas é que se reflecte positivamente no crescimento económico e no desenvolvimento das empresas, da cultura e da escolarização - e, naturalmente, na redução das desigualdades.


E voltando aos 21 anos do Correntes, os blogues tornaram-se uns clássicos da informação digital. Embora continue com um registo diário, os textos mais trabalhados sobre educação têm uma publicação mais espaçada e primeiro no jornal Público. De facto, vinte e um anos sempre são sete mil seiscentos e setenta e um dias.


Em suma, continuo a gostar muito de ter um blogue. Escrever é um desafio fascinante, mais ainda num tempo tão difícil e incerto. Como já afirmei noutras alturas, continuarei sem injustos pessimismos (e até a pensar nas gerações seguintes) ou optimismos inadequados, mas sempre com uma inabalável esperança num mundo melhor.


Muito obrigado.

19 comentários:

  1. Grande prova de resistência e liberdade. Parabéns. Que venham outros tantos. Abraço.

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  2. E nós com o privilégio de te ler.

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  3. Admiro a persistência e louvo a continuidade.
    Mas esperança ad eternum dessensibiliza...

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  4. Obrigado. Ahah deu para sorrir. Obrigado. Será assim até ao último dia.

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  5. Espero continuar a merecer esta herança que partilhas connosco gratuitamente. Eu e todos quantos têm o gosto e o privilégio de te poder ler e comungar contigo os mesmos ideais de generosidade, empatia, liberdade, democracia e justiça.
    Uma descoberta recente, para mim, mas das maiores e melhores descobertas de um ser humano e de um colega professor que muito me tem ensinado.
    Um grande obrigado e que nunca desistas das batalhas que não nos deixam esquecer de que somos Homens e que temos a obrigação de lutar por uma vida e um mundo um pouco melhores.
    Obrugado, Prudêncio.

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  6. Obrigado, Agostinho. Cá continuarei. Retribuo mesmo. Aquele abraço. Muito obrigado pela atenção.

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  7. Rui Manuel Fernandes Ferreira26 de abril de 2025 às 11:46

    Correntes sempre....

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  8. "Em suma, continuo a gostar muito de ter um blogue." Espero que sim, senão deixo de conseguir aceder às leituras dos teus textos com a mesma facilidade...
    "Correntes": a remar contra muitas das correntes do "mainstream" há 21 anos!
    Um abraço

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  9. Muito obrigado, Carlos. Muito obrigado pela atenção. Aquele abraço.

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  10. Muitos parabéns Paulo!
    O Correntes está sempre aberto num separador do computador.
    Muito obrigada!

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  11. Ok, Anónima. Muito obrigado. Belo comentário. Muito obrigado.

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  12. o paragrafo "porque falham as naçoes" resulta tao claro quanto confuso. Alias, isso do modelo inclusivo é, no minimo, impreciso. Assemelhasse a boas intençoes.
    O mesmo relativamente á esperança num mundo melhor, ou conhece alguem com desejo de um mundo pior ?!

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  13. É um bom ângulo de análise: de boas intenções está o inferno cheio.
    Por acaso, até acho que há quem ache que quanto pior melhor.

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