domingo, 6 de julho de 2025

Discrimina-se sem se dar conta ou é ainda pior?

Discrimina-se sem se dar conta ou é ainda pior?


Ao Expresso, o CEO e fundador da “Class of Wonders”, startup portuguesa de gamificação, afirmou: “Os novos alunos que temos, agora do Sul da Ásia, são bons alunos, em regra são da "elite" dos países de origem, e por isso têm grande capacidade de progressão, só não sabem ainda falar português”,


Ou seja, se não forem da "elite" já não se prognostica grande "capacidade de progressão". Nem de propósito, e embora desconheça se o CEO desta "Classe de Maravilhas" é neoliberal, no meu último texto no Público escrevi o seguinte: "(...)Alerte-se, e para que daqui a uma década não se diga que não havia dados, que cresce um desdém pelos fracos enaltecido nas rotas neoliberais mais intelectuais. Aceitam-se teses que associam a inteligência - medida em testes de quociente de inteligência - à herança genética e às linhas raciais, como critérios de sobrevivência ao próximo político-económico. Será o mundo dos "biologicamente ricos" no seu esplendor.(...)"



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No Expresso, pode ler "(...)A “Class of Wonders”, startup portuguesa que, a partir de uma metodologia de gamificação, lançou dois jogos que facilitam a aprendizagem de numeracia e literacia, tem sido decisiva na integração de crianças migrantes ou filhas de pais estrangeiros e que contactam pela primeira vez com a língua portuguesa. Francisco Pires de Miranda, CEO e fundador, fala disso no podcast “O Futuro do Futuro”.


“Os novos alunos que temos, agora do Sul da Ásia, são bons alunos, em regra são da ‘elite’ dos países de origem, e por isso têm grande capacidade de progressão, só não sabem ainda falar português”, realça. “E quando se dá as ferramentas para que progridam, eles brilham nos nossos sistemas públicos e isso fica muito óbvio para as escolas que os acolhem”, adianta.(...)"


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