Discrimina-se sem se dar conta ou é ainda pior?
Ao Expresso, o CEO e fundador da “Class of Wonders”, startup portuguesa de gamificação, afirmou: “Os novos alunos que temos, agora do Sul da Ásia, são bons alunos, em regra são da "elite" dos países de origem, e por isso têm grande capacidade de progressão, só não sabem ainda falar português”,
Ou seja, se não forem da "elite" já não se prognostica grande "capacidade de progressão". Nem de propósito, e embora desconheça se o CEO desta "Classe de Maravilhas" é neoliberal, no meu último texto no Público escrevi o seguinte: "(...)Alerte-se, e para que daqui a uma década não se diga que não havia dados, que cresce um desdém pelos fracos enaltecido nas rotas neoliberais mais intelectuais. Aceitam-se teses que associam a inteligência - medida em testes de quociente de inteligência - à herança genética e às linhas raciais, como critérios de sobrevivência ao próximo político-económico. Será o mundo dos "biologicamente ricos" no seu esplendor.(...)"