sexta-feira, 11 de julho de 2025

Mas todos os dias há uma notícia destas?!


"Grávida que perdeu bebé em Leiria: Hospital garante que accionou “todos os meios”"


4 comentários:

  1. Tenho uma sobrinha enfermeira no Hospital de Leiria. Ela contou-nos este e outros casos semelhantes a que tem assistido neste Hospital. Está tudo para além da nossa imaginação. Em profundidade, desconheço as razões, mas a minha família já sabe de uma coisa importante. Se por acaso eu ficar doente ou outros problemas de saúde, estão proibidos de me deixarem entrar no Hospital de Leiria. E toda a família pensa como eu neste aspecto. Passam-se coisas naquele hospital, inenarráveis. Já muitos lhe chamam, o matadouro. Eu sou um deles e com conhecimento de causa.

    No tempo do PS no poder, a imprensa local e nacional, escreviam títulos onde não poupavam nem tinta, nem espaço. CAOS foi talvez a palavra mais usada. Desde que está no poder o PSD/CDS parece que se esgotou a tinta e acabou o espaço na imprensa.

    Não quero saber de políticas, refiro factos verificáveis. As aparências iludem e de que maneira. A saúde naquele hospital está ao nível medieval.

    Nos 3 hospitais privados, S.Francisco, Manuel de Aguiar e CUF que agora abriu, não faltam médicos. Não sei se isto estará relacionado. Sei que a saúde no Hospital de Leiria há muito que já ultrapassou o tolerável. Curiosamente, os protestos são solenciosos e silenciados. E mais não digo porque é um assunto que me deixa chocado e me transtorna profundamente.

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  2. Nota-se a diferença de tratamento da comunicação social. Sem dúvida. Não me parece que essa percepção sobre o SNS seja apenas em Leiria. É muito mau.

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  3. Não, não é apenas em Leiria. Mas o que se tem passado e passa no Hospital de Leiria é inadmissível. O meu pai morreu lá. A minha mãe morreu lá. A minha irmã, mais nova do que eu e também professora, morreu lá.
    O meu pai entrou nas urgências num sábado, 30 de janeiro de 2022. Um homem toda a vida cheio de saúde e inteligência. Nesse sábado, consegui arrancar da jovem médica com quem falei: " senhor Agostinho, sabe quantos médicos estão aqui agora nas urgências? Um. Eu." Palavras que jamais esquecerei. No domingo de madrugada o meu pai morreu. Nem sequer nos foi autorizado poder vê-lo, vivo ou morto. Além da desumanidade mais qualquer coisa demasiado grave, gravíssimo se passou e continua a passar naquele matadouro nacional.

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  4. Impressionante. Talvez esse hospital seja um caso ainda mais grave.

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