Passos Coelho defende a antecipação do pagamento da dívida ao FMI se o empréstimo para esse efeito for a juro mais baixo. Todos concordamos, claro.
Todavia, deve haver muito jogo de casino com as dívidas bancárias à mistura que até originam o recente esquecimento do mérito das reformas portuguesas por parte de Christine Lagarde. A corrupção da bancocracia nem ao FMI deve escapar, apesar do estranho modo como o caso GES escapou aos implacáveis especialistas da troika.
Para além disso e como sempre se percebeu, os cortes a eito nos do costume permitiram tal liquidez que os governantes portugueses passeavam que nem pavões pelo mundo fora. E alguns até se empregaram nos credores, num mundo em estonteante roda livre.