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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Os 5 minutos escolares e os "Maluquinhos de Arroios" (2)


A profissão de professor é, de longe, a mais escrutinada em Portugal. Até o verniz da bancocracia estalar de vez, era a culpada pelo estado da nação. A devassa permitiu tudo.


Uma hora escolar foi de 50 minutos durante décadas. No final do milénio passado, a duração passou para 45 ou 90. Ou seja: a redução de 50 para 45 originou um imbróglio lusitano de 5 minutos (já vai quase em 20 anos sem solução à vista). Crato equacionou a possibilidade dos 50 (mas cheia de perversidades), sem eliminar os 45 e os 90. Se para que as escolas abram todas em Setembro não fossem suficientes alunos, professores, outros profissionais e horários, algumas estavam décadas a organizarem-se. 


Os ""Maluquinhos de Arroios", como lhes chamou, veja-se lá, Vasco Pulido Valente no Público, tiveram outra epifania: passar a hora escolar para 60 minutos. Andaram as escolas a operacionalizar a "possibilidade austeritária" que se esfumou de imediato por falta de racionalidade.


Se Vasco Pulido Valente escreveu (13 de Janeiro de 2013) o que pode ler a seguir, e que se mantém, é altura de interrogarmos o futuro imediato. 


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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Mas Isto Não Tem Fim?

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Há pouco mais de uma década, o movimento "Compromisso Portugal" era assíduo nos OCS defendendo a elevação moral da elite financeira que governava os bancos e as empresas associadas. Tinha também o tal discurso do "povo viver acima das possibilidades" e era particularmente incisivo contra os professores e a escola pública. Um dos seus mentores chegou a propor a redução para metade do número de professores e o aumento da carga lectiva para 45 horas semanais. Começaram a "desaparecer" nos primeiros escândalos bancários.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Ainda Se Dizia Que Era Conjuntural

"Bancos têm até 2046 para pagar ao Estado pelo Novo Banco. Mas podem ter ainda mais tempo", diz o Expresso numa fase em que não só se percebe que o problema bancário se tornou estrutural no retorno de capital ao Estado, como se conclui que não tem fim a injecção pelo desvario que eclodiu há mais de uma década: "Oficial: Novo Banco vai pedir €1.037 milhões ao Fundo de Resolução". Ao que se sabe, a banca portuguesa é a única que ainda recorre a "fundos de resolução".

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Diga Lá Outra Vez!

 


"Banqueiros aceitam Centeno no Banco de Portugal", diz o Expresso. Depois do que se tem passado com a banca, e com os banqueiros, sublinhe-se, acentuado com as acusações às falhas graves na supervisão do BdP, a última notícia que esperaria ler era que ser-governador-do-BdP "necessita" da aceitação dos banqueiros.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Se A Greve de 31 de Janeiro Foi para Cumprir Calendário, Proponho Já a Próxima: a da Imagem!

 


Se a greve de 31 de Janeiro foi para cumprir calendário, proponho já a próxima: a da imagem. Às tantas, terá a mesma eficácia.


Três notas: 1. Se não se diz presente nas greves, os governos usam o argumento do "nem protestam". Compreendo a dificuldade de alguns sindicatos, numa época de crise do sindicalismo orgânico (por este caminho, não tarda e é de tudo o que é orgânico). São, infelizmente, cada vez mais longínquos os tempos de sincera negociação antes e após greves num clima de respeito mútuo e democrático.


2. Percebe-se que o dia de salário perdido reforçará a capacidade de superavit do país e atenuará o interminável desmiolo da banca, mas seria bom que não se abusasse de tamanha generosidade. E é exactamente por isso que se exige humildade e sabedoria às forças interessadas na democracia e que só têm a temer que "o céu lhes caia em cima da cabeça".


3. O desenho da imagem inspira-se nos coletes amarelos franceses; quem diria que os tempos teriam estes sinais e estas caricaturas; mas qualquer que seja o ponto de vista democrático, não são bons sinais.


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Querem Ver

Querem ver que, na sequência do Luanda Leaks, os contribuintes portugueses vão ser novamente convocados ao gesto patriótico de oxigenar as finanças a exemplo do BPN, BCP, BANIF, CGD, BES, Novo Banco e por aí fora.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Do Óbvio

 


Sem a recapitalização do Novo Banco havia superávit de 0,3% do PIB. E depois a culpa é sempre dos professores, porque são muitos, embora o discurso teime, e teimará, na "ausência" da meritocracia.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Indecente

 


É indecente que se continue a colocar em patamares diferentes a injecção financeira nos bancos e a recuperação do tempo de serviço dos professores. Sublinhe-se que as duas rubricas entram no OE: contribuem para o défice e financiam-se nos impostos. Depois, não me parece que se possa confiar nos banqueiros e nos grandes empresários como se confia financeiramente nos professores que pagam impostos pontualmente e sem mácula. Para além disso, somos o único país que continua a financiar o desvario bancário que eclodiu em 2007. É uma vergonha que se deve em grande parte à corrupção. Já lá vão mais de 20 mil milhões de euros injectados na banca, o que é equivalente ao financiamento estrutural (e considerando 300 milhões de euros líquidos por ano, que é equivalente à subida, e estou a inflacionar para acentuar a realidade e a impossibilidade, de dois escalões por cada um dos 100 mil professores que existem) na recuperação do tempo dos professores durante 60 anos.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Por Esclarecer

 


 


 


Continua por esclarecer no Novo Banco (e, obviamente, nos restantes) o seguinte exemplo (imaginário): um activo imobiliário foi escriturado em 2006 por 10 milhões. Só se considera o valor executável quando o banco o vender. Imaginemos que foi vendido hoje por 4 milhões. Os 6 milhões de diferença são considerados imparidades e são suportados pelos tais empréstimos dos contribuintes a 30 anos. Imaginemos que amanhã é comprado por 9 milhões. Os 5 milhões de ganhos não serão devolvidos ao fundo de resolução (quando muito, o banco pagará os 6 milhões de imparidades em 30 anos). E são estes nomes que importa conhecer. Quem escriturou, quem vendeu e quem comprou.


Por outro lado, o ministro das finanças, à pergunta "se não se preocupava com o défice de 2019, uma vez que o orçamento vai emprestar quase mil milhões de euros ao fundo de resolução", foi taxativo: "nos dois primeiros meses de 2019 as receitas na segurança social e no IRS subiram 6% ao mês. Se essa tendência se mantiver, o défice, inscrito no tratado orçamental, equilibrar-se-á." Ou seja, o empréstimo à banca penalizará os do costume que nunca receberão o que perdem ao mês em 2019, a exemplo do desfalque que se verificou na última década. E isto tem nomes: país, e se quisermos Europa também, com as organizações políticas capturadas pelos mercados financeiros e incapazes de reagir com os tratados que assinaram; luta de classes; enriquecimento "ilícito"; estilo de corrupção que regista a maior transferência da história de recursos financeiros das classes médias e baixa para a classe alta. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A Questão do Copo

 


 


 


Tenho ideia que os bancos já "resolveram" a crise de 2007, com excepção de Portugal. Estamos atrasados e será grave se surgir uma nova crise. Por outro lado, não há muita confiança no sistema bancário mundial. No caso português, ainda ontem ouvi o governador do BdP dizer o contrário porque as pessoas mantêm os depósitos na banca; não percebi: queria que usassem o colchão para significar desconfiança?



"Deco: pedidos de ajuda de famílias muito endividadas aumentou em 2018. O número de famílias que pediu ajuda ao Gabinete de Protecção Financeira (GPF) da Deco subiu para 29.350, em 2018, mais 350 pedidos que em 2017. O número registado no ano passado é muito superior ao de 2008, quando a Deco recebeu 8758 pedidos de ajuda, ou mesmo durante os ditos anos da troika. Em 2012, 23.183 portugueses pediram auxílio."



Ultrapassa os tempos da troika. Será uma questão do copo meio cheio ou meio vazio, mas compreendo os pessimismos que se tornam mais fundamentados se olharmos para o estado da Europa e de quem a quer dividir e enfraquecer.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Onde Estão?

 


 


 


De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), custou (fonte BdP) 12.600 milhões ao défice orçamental e 20.000 milhões à dívida pública. Aguardam-se os dados até ao início de 2019, mas é público que a CGD custou cerca 4.000 milhões em 2016 e 3.000 milhões em 2017. Também é seguro afirmar que os bancos valem cerca de 20% do valor injectado. É importante conhecer devedores, mas é curial recuperar capital. E com o que vamos vendo, e considerando as habituais cortinas de fumo, temos de ter respostas às repetidas acusações às classes médias e até a uma das franjas da pobreza: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro e a quem é que isso interessa?


Já se provou que encontrar responsáveis, e o respectivo capital, não é tão difícil como a imagem sugere. É apenas uma questão de meios, de vontade política e de mecanismos transparentes.


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terça-feira, 17 de abril de 2018

Onde está o Schneider?

 


 


 


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Será apanhado numa investigação que está a fazer história tal a capacidade para seguir o rasto da corrupção financeira?


 

conhecer a lista de devedores?

 


 


 


É fundamental, é até o mínimo, que se conheça a lista dos grandes devedores à banca. E não apenas da CGD: que se divulgue a do Novo Banco, e dos outros bancos, claro, e que se saiba quem autorizou o desvario que não paramos de pagar.


Será que os devedores já contraíram novos e avultados empréstimos?

quarta-feira, 28 de março de 2018

não era o banco bom?

 


 


 


O ano de 2017 do Novo Banco terminou com "prejuízos recorde de quase €1400 milhões". São, em grande parte, as imparidades (escriturado superior ao executável). Mas afinal os produtos tóxicos não ficaram no banco mau? Enfim: estamos perante a interminável tragédia da bancocracia.