Os números anuais da economia paralela em Portugal já vão em 43 mil milhões (mais de dez vezes do que os cortes anunciados no desespero da refundação) e os milhares de milhões na corrupção dos paraísos fiscais são mais elevados, muito mais, e incontáveis. Se a eliminação dos primeiros desvios depende também da acção comum (embora o destino das quantias não fique nos bolsos das classes baixas), os segundos não deviam escapar às organizações internacionais que nos controlam e financiam. A corrupção é a doença fatal da nossa sociedade e ponto final.
Não admira que, depois de todos os cortes que se verificaram, Portugal continue a derrapar para a bancarrota, com fortes suspeitas de um segundo resgate e com uma quebra significativa da actividade económica, e que a Europa esteja numa situação muito preocupante.
Não há luz "ao fundo do túnel", diz Stiglitz
"(...)Não é verdade que a Europa está próxima de superar a crise e sem mudanças na resposta não haverá “luz ao fundo do túnel”, adverte o economista norte-americano Joseph Stiglitz.(...)"