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terça-feira, 1 de julho de 2014

e seriam, no mínimo, dez vezes mais a pedir rescisão

 


 


 


 


"Mais de 3500 professores pediram para rescindir contrato com o Estado" e seriam, no mínimo, dez vezes mais se o programa fosse mais favorável, se abrangesse de igual modo os professores das diversas disciplinas e com garantias para o período anterior à reforma.


 


Ainda há dias se soube que "nove em cada dez professores do 3º ciclo sentem que são desconsiderados pela sociedade" e, também há pouco tempo, António Costa denunciou que o Governo de que fez parte instituiu uma injusta guerra aos professores que foi o principal erro dessa trágica governação.


 


Ou seja, os professores portugueses estão quase há uma década a serem desconsiderados diariamente com reflexos nas condições de realização da sua profissionalidade. Não admira, portanto, que a fuga esteja instituída.


 


 


 


 


 


 

domingo, 16 de junho de 2013

saturados mas firmes

 


 


 


 


 


 


Se há cinco anos foram mais de 120 mil, ontem estiveram cerca de 80 mil a descer a Avenida com o nome mais adequado ao que está em causa: Liberdade. E se trago os números é apenas para evidenciar uma constatação: em 2008 eram cerca de 140 mil professores e hoje são pouco mais de 100 mil.


 


O que mais cansa ouvir é o argumento da instrumentalização dos professores. A essa diabolização, os professores deram uma resposta em defesa dos seus alunos, da qualidade do ensino e da igualdade de oportunidades e com o olhar nos alunos "que não querem aprender" e no abandono escolar. Se a discussão política insistir no jogo argumentativo descrito, a breve prazo não ficará "pedra sobre pedra" nos importantes avanços do nosso sistema escolar nas últimas décadas.


 


É exactamente este o discurso que o cinismo das nossas "elites" não suporta ouvir. O objectivo "reformista" quer a todo o custo ocultar os progressos para abrir espaço à educação como um negócio.


 


A manifestação de ontem foi impressionante. O grito de saturação dos professores exige soluções de curto e médio prazos. Os professores não ignoram o milhão de desempregados do país, já que convivem diariamente com os educandos das pessoas atingidas pelo flagelo neoliberal que só protege outro tormento: a corrupção. Mas os professores também sabem que são o grupo profissional da administração pública que é, há anos a fio, mais devastado pelo desemprego.


 


Os professores estão saturados por serem usados como uma espécie de "carne para canhão" que serve para uns estratosféricos andaram pelo mundo a exibirem os seus modelos excel. Estão saturados, mas firmes; e continuam a dar lições de cidadania.


 


A meio da avenida fiz umas fotos. Quer olhasse na direcção do marquês ou dos restauradores, o registo de um mar de indignação enchia-me de orgulho por ser professor em Portugal.


 


 



 


 


 


 



 


 


Um vídeo com reportagens nos três canais generalistas. 


 


terça-feira, 1 de junho de 2010

há quem não cruze os braços

 



 


Foi daqui


 


 


 


Tenho escrito muito sobre a ausência de sociedade no combate às desigualdades escolares. Por mais voltas que se dê à organização do sistema escolar, o nível socio-económico da população é determinante para o sucesso escolar e educativo. Desde há muito que se sabe que a escola é incisiva em cerca de 10 por cento desse objectivo, cabendo nessa pequena parte uma fatia significativa aos professores.


 


O que impressiona em Portugal são os permanentes sinais de desinteresse escolar e de "abandono" familiar logo nos primeiros anos de escolaridade. E ninguém é responsável; ninguém mesmo. Talvez umas ameaças, justas ou injustas, em relação ao rendimento social de inserção e nada mais.


 


Já o enunciei e volto a fazê-lo: se a nossa babilónica divisão administrativa só considera claramente dois níveis, o central e o local, então que se responsabilize os concelhos por esta tragédia anunciada. A não ser assim, as turmas de currículos alternativos e os cursos de educação e formação continuarão a proliferar em cada geração como uma espécie de parque de estacionamento dos centros de emprego e formação profissional e dos serviços prisionais.


 


Há quem faça qualquer coisa no sentido positivo; o que pode ler aqui é significativo.