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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O candidato presidencial estava na missa

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Saíram as projecções sobre quem passaria à segunda volta. A primeira reacção do candidato que veio a ficar em segundo lugar foi à saída da missa. Pelo que percebi, ao Domingo há várias missas. Mas o candidato escolheu a daquela hora e os jornalistas tinham conhecimento da decisão. Num país democrático, a confissão religiosa é, naturalmente e justamente, livre e pode ser estimulada publicamente. Mas imagine-se que, e como previam algumas sondagens, o candidato era o vencedor. Seria um momento de êxtase para os 1 milhão, 326 mil e 644 cidadãos que votaram no candidato: o vencedor a sair da missa. Assim, projectando-se um segundo lugar, o candidato desconhecia os números e só mais tarde reagiria. E assim foi: apareceu com a retórica inflamada do costume: vencedor numa eleição que voltou a perder e discursando num registo de ódio, divisão, racismo e xenofobia. Decerto que não terão sido esses os conselhos que ouviu na missa.