A nossa estreia no grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha ficou para o espectáculo do meu percussionista português preferido: José Salgueiro e o seu renovado espectáculo Aduf. E valeu. Boa música numa sala com fabulosas condições acústicas.
Este espectáculo, que teve uma primeira edição para a "expo 98", aparece agora com outro figurino: desde logo com a colaboração do guitarrista José Peixoto e de mais seis músicos.
O Aduf é sincero e tenta seduzir públicos de sons diversos: ouviu-se jazz, música popular portuguesa, rock, sonoridades celtas e orientais e, provavelmente, mais influências que o meu fraco registo musical não recorda.
Aduf tem, claro, o rufar de cinco enormes adufes e é composto por teclas, guitarra, flautas, acordeão, gaita-de-foles, voz, xilofone, trompete e muita percussão.
Percebeu-se o grande profissionalismo com que o espectáculo foi montado: bastou estar atento aos detalhes para verificar-se a extrema qualidade dos efeitos luminosos, sempre inseridos em belíssimos cenários.
Aduf promete e tem futuro.
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