domingo, 26 de outubro de 2008

esboroar do monstro (10)

 


 


 


Nem sei o que é que se há-de escrever perante uma coisa destas. Sabemos das dificuldades financeiras em que navegam, desde sempre, as escolas públicas. Mas, francamente: estas pessoas ensandeceram ou estão contaminadas pelas acções de formação que por aí se têm realizado.


 


Leia bem: isto é um objectivo individual da avaliação do desempenho de professores.


Pode clicar na imagem se não conseguir ler bem.


 


 



 


O problema de fundo é o que sabe: o chamado "perfil funcional" dos professores que considera as estafadas quatro dimensões. E não pode ser assim: três das dimensões são do domínio da avaliação da escola e uma dimensão - ensino e aprendizagem - do domínio da avaliação do professor. E isto é apenas um ponto de partida. Depois temos de voltar a colar a carreira e tratar de muitos outros assuntos.

4 comentários:

  1. Tenho uma T-shirt que comprei em Londres que apresenta com humor - foi isso que me levou a comprá-la - todas as tarefas que um professor deve fazer. É tanta coisa que o texto preenche completamente a frente da camisola. Uma das mais divertidas é o "Petty-cash clerk" que pode traduzir-se por "contabilista de trocos".
    Lera este texto antes e nem me surpreendi, tal o desleixo que já espero destas elaborações.
    Ensandeceram, sim, Paulo.

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  2. É uma verdadeira loucura. Por vezes, e aqui que ninguém nos ouve, parece-me que estamos a lidar com gente "tarada".

    Abraço.

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  3. A prova de que ainda há espaço para se descer mais e de que há muita gente na comunidade educativa que não faz a menor ideia do que é uma escola. Pôr os professores de porta em porta a angariar fundos para a escola? isto não é passível de sanção disciplinar? está tudo a dormir? onde estão os (i)rresponsáveis por fiscalizar os trolls que estão em roda livre na escola? os meus ouvidos, que a terra há de comer, já ouviram um "responsável" da hierarquia da escola a afirmar que levam a mal que os professores não deem horas à casa (leia-se escola) como se de uma empresa se tratasse e os professores fossem simples assalariados que tivessem que salvaguardar o seu posto de trabalho com horas extraordinárias gratuitas. Mas isto ainda não tinha imaginado. Professores a bater de porta em porta a faturar para a sua avaliação. Sórdido. Vou tomar um antiemético.

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