O Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha, onde sou professor, e depois de uma aturada e detalhada análise da nova legislação em vigor, decidiu não aplicar o modelo de avaliação do desempenho de professores. Esta decisão assenta nos já sobejamente conhecidos argumentos e inscreve-se, naturalmente, no critério de completa inexequibilidade do referido modelo de avaliação que, na opinião expressa pela totalidade dos membros, encontra agora detalhes que aumentam o já incomensurável volume de situações inaplicáveis.
A não aplicação foi decidida na reunião de 7 de Janeiro de 2009, do Conselho Pedagógico do agrupamento, num sufrágio por voto secreto, que registou a unanimidade dos 17 membros presentes.
Nesta reunião, foi apresentado o relatório do Conselho Executivo onde se relata com detalhe todos os aspectos que impedem a implementação do modelo, tendo, o referido órgão e por decisão tomada na sua última reunião ordinária, optado por não aplicar o diploma que regulamenta a avaliação dos professores, tendo, no entanto, requerido a aprovação do Conselho Pedagógico.
Importa referir que a tomada de posição do Conselho Pedagógico, fundamentou-se ainda nos estudos já realizados anteriormente, com destaque para a tomada de posição no mesmo sentido por parte da Comissão de Coordenação da avaliação do desempenho e dos diversos Conselhos de Docentes e de Departamento Curricular.
Todas as decisões estão devidamente fundamentadas e delas será dado conhecimento às entidades responsáveis.
A presidente do Conselho Executivo informou o Conselho Pedagógico que vai participar na reunião de presidentes de Conselho Executivo a realizar, em Santarém, no dia 10 de Janeiro de 2009.
Houvera assim espinha dorsal na minha escola!
ResponderEliminarAlguém me sabe dizer onde se encontra a justificação para um Conselho Pedagógico poder suspender o processo de avaliação dos docentes? Estou interessado em saber, porque desconheço que fundamento se pode invocar para tomar tal decisão.
ResponderEliminarAquele que não sabe e não sabe que não sabe, é tolo - evite-o.
ResponderEliminarAquele que não sabe e sabe que não sabe, é um estudioso - instrua-o.
Aquele que sabe e não sabe que sabe, é um simples - acorde-o.
Aquele que sabe e sabe que sabe, é um sensato - siga-o
Provérbio Árabe
ResponderEliminarA onda ( da coerência ) está a começar? Parabéns CALDAS.
Que este gesto se multiplique pelo país. E que tenha confirmação no dia 10 de Janeiro, com o encontro dos PCE.
Força aí.
ResponderEliminarBasta pensar nas situações anteriores para concluir o óbvio: a força da razão acabará por vencer. Só por isso.
Abraço.
Os mesmos que anteriormente: a inexequibilidade do modelo.
ResponderEliminarAbraço.
Também me parece que essa reunião pode dar um contributo muito importante. Vamos ver.
ResponderEliminarAbraço.
Falas algures (neste mesmo espaço) da "solidão" em que podemos encontrar-nos... Em que se podem encontrar alguns dos nossos pares, também se fala algures, ainda neste espaço...
ResponderEliminarMas o dizer "a esperança é a última coisa a morrer", deixa ainda em aberto a possibilidade de, em futuro breve, voltarmos a não estar tão sós... Esperemos - dizes bem... Esperemos...
Quanto a mim, todo este embróglio poderá ter (talvez tenha que ter) o seu culminar em curto prazo... De um modo ou de outro... Espero bem... É que, pessimista como talvez seja (dizem alguns), derrotista (não aceito, embora digam - felizmente - uns poucos), precavido (prefiro eu próprio), as "baterias" começam a dar sinais de algum enfraquecimento... Vejam-se os exemplos de escolas adesivas(?), de colegas adesivos(?), de estruturas institucionais adesivas(?) - os (?) reportam-se a algumas dúvidas que pairam no meu "ler" das "coisas", pois casos haverá decerto, em que o rótulo (o que eu detesto) não lhes seja aplicável...
Esperemos, mas duas coisas... Uma oq ue já foi sobejamente afirmado - que o absurdo torne absurda a sua própria existência; outra, que a "animae" que ainda por aí vai andando, se não esgote antes da primeira... Teríamos então o encetar de uma nova era cultural que depois de desconstrucionismos, modernismos, ultra-modernimos e etc-ismos, se poderia bem classificar/denominar de "absurdismo" (suponho que ainda não existe esta corrente, pois não? :)))
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Com o sem absurdos, claro, não estamos em momento que nos permita vacilar, meu caro amigo.
ResponderEliminarA nossa única certeza assenta na força da razão. Sabemos que a temos. A história deste processo prova-o. Todos sabem isso.
Abraço.