(encontrei a imagem aqui)
Tenho ideia de não me interessar por aí além pelas notícias à volta da indisciplina e da violência em ambiente escolar; sempre as entendi como fenómenos ligados à necessidade de vender informação a qualquer preço e também porque tenho tido a sorte de ter exercido as minhas funções profissionais em escolas libertas de algum modo destes flagelos sociais.
Mas nos últimos anos, e não só em Portugal, pois as receitas políticas que aplicamos são geralmente copiadas, o problema tem tido crescentes manifestações. As opiniões dos responsáveis institucionais apontam, em regra, para soluções que se circunscrevem à organização escolar; não concordo nada, mas mesmo nada, com isso. Aí não há grande coisa a fazer que já não se conheça e com todo um caminho ainda por percorrer: parece que não faz grande sentido o que acabei de escrever, mas são apenas aparências. O problema deve ser encarado pela sociedade na sua globalidade como se não existisse escola; ou seja, como educar as nossas crianças para que os professores lhes possam ensinar as matérias escolares.
Ora leia a notícia que se segue e tire as suas conclusões.
"Problemas há muitos, mas poucas soluções", argumenta Isidoro Roque numa nota, alertando para a falta de medidas aplicadas nesta matéria. O presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, considera igualmente "inaceitável e lamentável" que estes problemas continuem a proliferar nas escolas.
"As escolas devem impor-se naquelas que são questões de comportamentos desviantes, combatendo-as através dor órgãos necessários", defendeu. Segundo Albino Almeida é necessário e urgente, no sentido de se resolver os problemas de indisciplina, analisar cada escola, porque cada caso é um caso, e auferir as condições reunidas para combater estas situações
Já a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) defende, em comunicado, a necessidade de serem criados gabinetes de apoio à integração dos alunos nas escolas, mais profissionais auxiliares para os estabelecimentos de ensino de maior risco, mas também o reforço do programa Escola Segura, da PSP.
"O problema deve ser encarado pela sociedade na sua globalidade como se não existisse escola". Lapidar. Para quê dizer mais?
ResponderEliminarTens razão. Mas temos de repetir coisas destas até à exaustão, parece-me.
ResponderEliminarSegue na integra o texto do Presidente da ferlap, também não parece fazer muito sentido, mas são só aparências, deixo à vossa consideração.
ResponderEliminar"O Presidente da FERLAP considera preocupante a quantidade de processos-crime relativos a violência em ambiente escolar, pensa no entanto que a divulgação dos mesmos é necessária, no sentido em que deve levar a uma reflexão (de todos os intervenientes na vida escolar) sobre o que tem levado ao aumento da violência nas Escolas.
Isidoro Roque considera que é urgente o combate à violência na Escola, a Escola não pode ser vista como um reflexo do que se passa na rua. É nas Escolas que se formam os Homens de amanhã, se Escola permitir o que a violência se instale, o futuro não se nos apresenta muito risonho.
Problemas há muitos e na grande maioria identificados. Soluções, até agora nenhuma, continua-se a insistir na mesma fórmula de sempre, a mesma que tem permitido o incremento da violência.
As soluções passam muito provavelmente por alterarmos a forma como vemos a Escola."
"a Escola não pode ser vista como um reflexo do que se passa na rua". Lapidar. Para quê dizer mais?
ResponderEliminarFERLAPsos
ResponderEliminarExacto
ResponderEliminarViva Isidoro Roque.
ResponderEliminar"As soluções passam muito provavelmente por alterarmos a forma como vemos a Escola". É exactamente isso que proponho neste momento: educar as nossas crianças como se a escola não existisse. Devíamos ter vergonha por termos chegado a este ponto: uma grande parte dos encarregados de educação alija as suas responsabilidades e a sociedade faz quase o mesmo (é certo e seguro que os problemas não são iguais nas diversas zonas do país, embora as "soluções" sejam sempre tomadas de modo central); uma escola nunca será inclusiva numa sociedade ausente ou exclusiva; há muito a fazer, claro que sim - desde logo com os horários de trabalho dos encarregados de educação, com o tempo que os pais dedicam aos filhos sem os "empurrarem" para as novas tecnologias, com as horas a que as nossa crianças se deitam, e ... -.
Voltarei ao assunto.
Abraço.