O agrupamento de escolas de Santo Onofre, onde me orgulho de ser professor, acaba de aprovar a seguinte moção subscrita pelos seus educadores e professores.
Moção
Uma senhora educadora pertencente ao Agrupamento de Escolas de Sto Onofre, Caldas da Rainha, acaba de anunciar numa reunião que aceitou um convite para integrar uma equipa, dirigida por um professor oriundo do concelho de Peniche, que irá substituir o actual Conselho Executivo deste estabelecimento de ensino. Segundo a docente, esse grupo de professores tomará posse oficial dentro de dias.
A confirmar-se, esta notícia representa um golpe categórico e inédito nas fundações jurídicas e históricas que sustentam e regulam desde sempre este e os demais estabelecimentos de ensino do concelho da Caldas da Rainha.
Cumpre afirmar peremptoriamente que não existe qualquer fundamento sustentável para executar esta penhora extemporânea do mandato dos actuais órgãos de gestão deste Agrupamento. Estas escolas possuem um Conselho Executivo devidamente eleito por todos os professores dos onze estabelecimentos de ensino associados, com mandato até Junho de 2010.
Os colegas que constituem a equipa do Conselho Executivo apresentaram-se, então, a sufrágio livre e democrático que escrutinou e sancionou o seu programa, em respeito integral pela legislação em vigor.
Por mais do que uma vez, a escola homologou em reuniões de professores a representatividade do Conselho Executivo, reiterando que as suas posições representam vantajosamente os superiores interesses dos alunos, nomeadamente, em matéria de coordenação curricular e dos restantes membros da comunidade escolar, no estrito âmbito da sua organização interna, devidamente regulamentada.
É conhecido que este agrupamento de escolas é um dos que não instituiu o denominado Conselho Geral Transitório. Este órgão é considerado indispensável para criar condições para a aplicação do novo e controverso modelo de gestão escolar e de avaliação de professores, entretanto lançados pelo Ministério da Educação.
Esta situação de carência institucional deveu-se a uma única razão: nenhum professor manifestou interesse em integrar uma lista para o denominado Conselho Geral Transitório. Repetiu-se até o edital que convidava os professores a apresentar listas. A presidente da Assembleia de Escola aplicou escrupulosamente todas as medidas legais, e ultrapassou mesmo as prerrogativas que a lei lhe comete como fundamentais, para que se pudesse iniciar e preparar o necessário processo eleitoral. Não tendo havido resposta por parte dos professores, o Conselho Executivo convocou duas reuniões gerais para expor o problema e novamente instar os senhores professores a apresentar listas. O resultado destas iniciativas revelou-se inconsequente.
Em virtude do vazio que esta situação representa – não existe qualquer articulado legal que preveja e previna esta ocorrência – o Conselho Executivo não poderia tomar qualquer outra medida que não fosse a de, novamente, informar a hierarquia do que se estava a passar. Tal foi cumprido por mais do que uma ocasião.
Se bem que todo o processo carecesse dos instrumentos e entidades considerados essenciais para a implementação do novo modelo de gestão e de avaliação, foi, contudo, exigido pela Direcção Regional de Educação de Lisboa, que se elaborasse e apresentasse um calendário que permitisse concretizar o processo de avaliação de professores. O calendário foi, assim, elaborado, imediatamente remetido à DREL e publicitado nos lugares de estilo do Agrupamento, sempre por iniciativa do actual Conselho Executivo.
Não obstante a perturbação que este vazio institucional fatalmente suscitou, o curso das aulas e o cumprimento do plano de actividades aprovado em Conselho Pedagógico tem estado a ser, tranquila e escrupulosamente, executado, não havendo a registar quaisquer perturbações na actividade escolar em qualquer um dos onze estabelecimentos de ensino, realidade que muito deve ao carácter moderado, equilibrado e sempre tecnicamente fundamentado de todas as posições assumidas, tanto pelo Conselho Pedagógico, como por este Conselho Executivo.
Desde o princípio que esta equipa executiva tem aplicado exactamente o que lhe é instruído. Demonstrou-o em todas as ocasiões. Nenhuma razão objectiva assiste, portanto, a que se proceda a uma contraditória exoneração do actual Conselho Executivo. E este princípio, a que se associam todos os docentes que subscrevem este documento, reitera-se, nomeadamente, se essa exoneração, por absurdo, se reportasse ao facto de, simplesmente, não ter existido ninguém que quisesse integrar o denominado Conselho Geral Transitório. Nenhum professor tem a obrigação de se candidatar a qualquer cargo, assim como nenhum Conselho Executivo pode – ou deve - sujeitar essa coacção a quem quer que seja.
Não é por imodéstia e constitui mesmo uma necessidade dolorosa ter de recordar que este Agrupamento possui um historial de entrega ao trabalho que ninguém saberia como depreciar. O conjunto destas escolas tem desenvolvido projectos educativos que vêm arrecadando numerosos prémios nacionais atribuídos pelo Jornal Público, pela Associação Portuguesa de História, pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, pelo Plano Nacional de Leitura, pela Fundação Calouste Gulbenkian, só para referir alguns dos mais recentes; no ano passado foi uma das duas escolas seleccionadas para representar Portugal na Conferência sobre Inovação e Educação durante a presidência Eslovena da União Europeia; trata-se de uma escola que iniciou no concelho das Caldas da Rainha o processo de implementação dos cartões electrónicos dos alunos, numa iniciativa precursora que beneficiou, nessa altura, de uma cumplicidade diligente e memorável com a sua associação de pais e encarregados de educação; foi precursora na construção de instrumentos informáticos de gestão escolar contemporânea, louvada publicamente pelo Senhor Secretário de Estado da Educação, que a quis conhecer e enaltecer pessoalmente; foi o primeiro a instituir a matrícula automática de todos os seus alunos; foi pioneiro na implementação de atendimento aos seus utentes em regime de open-office; foi precursor na dinamização de plataformas de ensino e de coordenação pedagógica a distância, que hoje fazem parte irremovível do seu quotidiano operacional; foi pioneiro na articulação curricular que permitiu que todos os seus alunos do primeiro ciclo tivessem aulas de inglês, dez anos antes da iniciativa governamental o aplicar ao resto do país; é uma escola com experiência segura em programas comunitários (Arion, Comenius, Pestalozzi, Lifelong Learning Programme); os seus alunos são finalistas habituais em iniciativas nacionais de didácticas específicas (Olimpíadas da Matemática); é um agrupamento com uma elevada incidência de docentes pós-graduados, mestres e doutorandos; o agrupamento integra escolas que se situam em contextos escolares difíceis e que, não obstante, conseguiram, não apenas conter o abandono escolar a taxas ínfimas como melhorar, ano após ano, os níveis de aproveitamento e desempenho escolar; trata-se de um agrupamento que anualmente estrutura um plano de formação autónomo e plural, devidamente acompanhado pelo Centro de Formação que serve o concelho; um agrupamento que se habituou a proceder a uma contínua avaliação interna que mobiliza todos os departamentos curriculares; trata-se do primeiro agrupamento a instituir um sistema seguro e pesquisável de todas as suas actas entretanto digitalizadas; trata-se de um agrupamento que se orgulha de ter recebido inúmeros alunos com necessidades especiais graves numa parceria duradoura, consequente e profissional com o Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor que o elegeu, durante anos, como seu parceiro privilegiado. Trata-se de uma escola que movimenta anualmente em acções de voluntariado cívico centenas de alunos e professores, que consistentemente vêm apoiando diversas entidades e iniciativas que sabemos como amparar. Trata-se, de facto, de uma escola com uma vocação de participação activa junto da comunidade; uma escola que criou, em colaboração com empresas e particulares, currículos adaptados pré-profissionais que permitiram integrar dezenas de alunos que entretanto haviam sido considerados de elevado risco de abandono, eliminando-o completamente. Trata-se de uma escola que mantém as melhores relações com a comunidade que serve e com a administração pública que dela se orgulha e que acompanha com proximidade (escola segura, câmara municipal e parceiros privados). São, pois, abundantes as razões que nos conferem o orgulho autêntico que temos em pertencer a este grupo de profissionais solidários, responsáveis e diligentes.
Consideramos, também por tudo isto, não existirem quaisquer fundamentos que autorizem a interrupção do normal cumprimento de um mandato eleitoralmente sancionado e que demonstrou ao longo de anos privilegiar uma conduta de equilíbrio, profissionalismo e de um constante distanciamento em participar em dinâmicas de alvoroço social, motivadas por interesses que transponham a estrita qualidade da aprendizagem dentro e fora das nossas salas de aula.
Consideramos que esta destituição gerará uma perturbação desnecessária e improfícua que não deixará de importar consequências nocivas ao curso das actividades escolares; a saber: a interrupção do projecto educativo que os actuais Conselho Executivo e Conselho Pedagógico aprovaram e têm vindo a acompanhar, em conjunto com uma extensa comunidade escolar, a sua substituição por um programa de actuação que é, nesta altura do ano lectivo, tão inoportuno quanto ignorado de todos os professores, a destituição extraordinária de toda a direcção executiva e respectiva troca por um grupo de professores, desconhecido e desconhecedor desta comunidade escolar, a inevitável reorganização de estruturas curriculares, entre outras anomalias, impõem sobre estas onze escolas um agregado de perturbações e de prejuízos institucionais que, objectivamente, estorvam um quotidiano escolar que é, reconhecidamente, estável e experiente. São alterações imprevistas que, concreta e desnecessariamente, transtornarão a vida de alunos, encarregados de educação, docentes e não docentes.
Cumpre reiterar que a perplexidade aqui demonstrada por este conjunto de professores é reforçada pelo facto de estar a impor-se esta medida, juridicamente desproporcionada e educacionalmente exorbitante, num momento crítico do ano lectivo em que, ao invés, importaria proporcionar-se a maior tranquilidade, nomeadamente na elaboração e implementação do calendário de exames e de encerramento do ano lectivo que se avizinham.
Consideramos que, a ser verdadeira, esta iniciativa hoje anunciada pela senhora educadora acima referida é aviltante do bom-nome de todos os profissionais destas onze escolas, que desde há décadas vêm demonstrando o seu empenhamento e profissionalismo em prol da educação neste concelho.
Preocupa-nos imaginar que lição retirarão os nossos alunos deste atropelo ao mais imprescindível dever e direito de cidadania que é o voto livre e universal.
Apelamos a todas as forças vivas do concelho que promovam as iniciativas que considerem adequadas para testemunhar junto de quem de direito qual o efectivo papel social e cívico que tem sido desempenhado por este agrupamento de escolas, algumas das quais a comemorar o seu centenário.
Consideramos um ultraje à cidadania democrática e à solenidade de um Estado de Direito, que súbita e arbitrariamente, se derrubem os efeitos e as expectativas legitimamente erguidas e sancionadas pela dignidade de um acto eleitoral.
Caldas da Rainha, 31 de Março de 2009
As convicções são esperanças
ResponderEliminar( BERTOLD BRECHT )
Quero acreditar que se trata de um boato. Quero crer que terá sido uma forma atabalhoada de apalpar o pulso aos resistentes.
ResponderEliminarForça aí companheiro!
A minha Escola é de facto a melhor escola do país e isto faz-me acreditar que ainda há esperança e não deixar de emocionar-me!
ResponderEliminarTem sido duro engolir tanta barbaridade sobretudo nestes últimos dias.
ResponderEliminarEsta possível CAP só existe por alguém a orquestrou.
Que interesses estarão por trás de quem a cozinhou?
Que interesses estarão por trás de quem aceitou a ela pertencer?
Vou ao oftalmologista! Eu ia jurar que vi muita desta gente nas manifestações de bandeira em punho a mostrar a sua indignação(pensava eu) pelo fim da escola pública!
Será que vi mal? Eu vi bandeiras da FNE. Eu juro que eu vi!
Como já comentei num outro blog, tudo isto está a fazer-nos perceber muito bem a diferença entre PROFESSORES e aqueles que apenas dão aulas...
ResponderEliminarFORÇA, COLEGAS PROFESSORES!
solidariedade....
ResponderEliminarEstou solidária com a vossa posição no que respeita a avaliação, no entanto não entendo qual é o interesse em não acompanharem as outras escolas? Será que não há opinões contrárias?
ResponderEliminarProfessores de Stº Onofre,
ResponderEliminarvocês têm a força da razão e acredito que saberão vencer, mesmo que algum traidor se prepare para vos roubar o sonho.
Além disso têm, por certo, a solidariedade de milhares de professores que, como eu, nos sentimos professores desse agrupamento exemplar.
Finalmente ainda têm o exemplo do que sucedeu na Régua, onde a persistência e a tenacidade de professores que não vergaram foram capazes de levar de vencida a DREN e o ME.
Força companheiros.
Um abraço solidário.
ResponderEliminarDo rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas as margens que o comprimem
( BERTOLD BRECHT )
Forte abraço solidário.
ResponderEliminarJá ouvi uma vez comentar uma colega que me dizia que a única coisa que a gente fez foi ler tudo com atenção. A prova de que ninguém anda numa de terrorismo verbalo-sindicalo-oposicionisto-radicalo-antisocialisto-que-quer-que-o-valha é que chegámos mesmo a constituir uma comissão de acompanhamento da avaliação. Maior prova de boa fé não pode haver. A não ser talvez elaborar um calendário para avaliação e mesmo isso fizemos quando nos disseram para o fazer. Convençam-se. Se estão à espera de encontrar aqui jarretas de boina guevara e punho no ar enganam-se. Somos só professores. Mas professores que lêem e umas vezes concordam e outras vezes não. Acontece é que nada disto tem a ver com o facto de não ser aceitável que se destitua um conselho executivo apenas porque a DREL não gosta dele. (O que é estranho porque há uns anos atrás éramos a sua coisinha fofa) saudades... chuif
ResponderEliminarFNE? FNE? por que falas tu da FNE? Andará a mão da FNE nisto? calúnias... calúnias... estímulos?... incentivos? Será que o incentivar de um inocente distante não serve os interesses de outrem bem mais desonrosos e próximos? calúnias... calúnias... FNE? Mas qual FNE?
ResponderEliminarA liberdade implica responsabilidade; é por isso que tantos homens a temem.
ResponderEliminarBernard Shaw
A razão está do nosso lado, não desistiremos de lutar pelo direito à liberdade...
Um abraço fraterno
amigo
ResponderEliminaro dia de ontem, que já é hoje, faz-me dizer:
quem me dera que o dia de hoje fosse "um dia feliz" por outros motivos!
quem me dera que o dia de ontem fosse piada (de mau gosto) de 1 de abril!
quem me dera não ter que "nos" ouvir dizer: "ao que chegámos"!
quem me dera não ter que dar razão à frase "só neste país é que se diz: só neste país"!
quero acreditar que vale a pena continuarmos a dizer: ainda bem que fomos e somos ebi santo onofre!
um beijo
rita
FNE= Frente de Novos Executivos.
ResponderEliminarHá quem lhes chame sindicato do Governo.
O que é que queres? Estou indignada!
Amanhã, mais dois a des-sindicalizarem-se (nunca sei como se escreve)
Rui, acreditavas que no pai natal, só agora é que viste que ele não desce pela chaminé e os bebés não vêm nas cegonhas.
ResponderEliminarQuem são esses srs. . da DREL?
Como deves saber, são srs. . do BLOCO CENTRAL, que se apropriam da obra de quem no terreno dá a cara diáriamente.
Nunca é tarde para mudar de opinião sobre essa gente, mais vale tarde que nunca...
Estou convosco nesta luta
ps. os sindicatos são importantes, os ideais ideológicos são um sinal de vitalidade
Os anos passam, e o que nos vai na mente são recordações…
ResponderEliminarJoão Ramos Franco
Georges moustaki- Sans la nommer
Estou solidária com o CE.
ResponderEliminarPelo que li, acho que é uma escola onde gostaria muito de trabalhar.
Todos os professores, desta escola, estão de parabéns !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderEliminarbem hajas,
se vieres por bem, concorre, és bem vinda
Um abraço
Paulo,
ResponderEliminarjá percebeste há muito tempo que dignidade e cidadania democrática são completamente estranhas a este governo.
Os professores do Agr. de Escolas de Sto Onofre só podem sentir orgulho da sua escola. Têm, no entanto, o dever de manter a sua posição de luta e de resistência perante o "enviado" que, com toda a certeza, é mais um dos muitos comissários políticos do PS.
Dá, em meu nome, os parabéns ao Conselho Executivo. Um CE demitido por esta equipa ministerial só pode sentir um grande orgulho!
Acredito que a reacção será aquela que se pode esperar num Estado de Direito.
Estamos convosco.
Um abraço
Manuela
O inacreditável passou a ser normal com este governo de oportunistas, corruptos e de gente sem carácter.
ResponderEliminarA nova PiDE, como alguns já lhes chamam, veio para ficar....
Que não demore a chegar o dia em que terminará este pesadelo.
Mais uma vez, os resistentes desta escola têm toda a minha admiração.
Não se deixem vencer pelo cansaço!
De David Amaral
ResponderEliminarProfessores de Sto Onofre: tiveram a coragem de fazer, dentro da legalidade, aquilo que todos os professores e escolas deveriam ter feito, face ao modelo de gestão escolar e de avaliação imposto pelo Ministério. Adoraria pertencer ao quadro da vossa escola para estar convosco nesta luta, corrijo, nesta caminhada justa e serena. Se os boatos confirmarem-se, são represálias em forma de “golpe de estado” e com o dedo, para não dizer com a mão ou o corpo todo, da tutela. Sobre os “actores” deste hipotético golpe, serão para mim verdadeiros agentes infiltrados, dignos de um policial de baixo orçamento. Amigos, estou convosco, tal como os vossos pares e a sociedade que acredita nos verdadeiros professores.
Pois é verdade Isabel, na última vigília na Praça da República, a bandeira mais elevada era de facto a da FNE, na primeira linha da frente bem ladeada por outros pares quiçá maquinistas, bloquistas e outras coisas acabadas assim.
ResponderEliminarHoje é um dia de revolta.
ResponderEliminarOntem, Hoje e amanhã a força da razão vencerá. Assim saibam resistir os professores das Caldas. Desta escola e das outras da cidade. Solidariedade Total. É Hora!
ResponderEliminarIsso é que é coragem! Se por todo o país os executivos não tivessem tanta pressa em mostrar serviço, então esta escola não seria excepção. Mas é com excepções que se faz História. Estamos com vocês. E aí iremos se fizer falta. O 3º período promete!
ResponderEliminarA serenidade da razão persiste. O orgulho é imensurável. Obrigada por TUDO. Beijo.
Que dizer? Solidariedade para o Agrupamento e para os professores com carácter que nele trabalham. De, de facto, são um exemplo para muitos. Força. Resistência. E Vencerão...
ResponderEliminarEstou convosco. Acredito na vossa força, verdade e perseverança.
ResponderEliminarSinto-me orgulhosa por trabalhar nesta escola e pertencer ao seu grupo de docentes que sempre pugnou pela dignificação do seu trabalho e da educação no concelho, sendo sobejamente reconhecido o seu empenho, elevado sentido de responsabilidade e capacidade de inovação.
ResponderEliminarInteresses obscuros e atropelos sucessivos a uma democracia que deveria ser inquestionável, têm vindo a tentar demover-nos da defesa dos valores por que sempre nos orientámos. No entanto, quero acreditar que a justiça e a democracia acabarão por triunfar !
Apesar de não trabalhar na vossa escola, estou sempre a par de quase tudo o que de importante por aí se passa através da minha amiga e colega Anabela.
ResponderEliminarÉ com admiração e apreço que sigo atentamente todas as vossas iniciativas e capacidade de inovação que têm demonstrado.
Louvo a vossa coragem, acima de de tudo porque o normal seria desanimar e deixar correr, tendo em conta a actuação dos nossos governantes que têm denegrido, espezinhado e desprezado a nossa classe.
Não desistam, continuem com a vossa luta primando sempre pela o grande e único objectivo que nos move: Aperfeiçoar a qualidade da formação das nossas crianças, é por "elas" e a pensar "nelas" que vamos sobrevivendo.
Abraço
O Super Mouse que nasceu nas Caldas
ResponderEliminarPara pensar sem dramatismos entorpecedores a anunciada demissão, pelo ME, do Conselho Executivo da EBI de S. Onofre, somos obrigados a começar por suspender o juízo, evitando tomar posição por uma ou outras das partes em conflito – professores ou ME.
O ME tem toda a autoridade de demitir um CE de uma escola, uma vez que existe um vínculo hierárquico, de tipo administrativo, que o permite quando o orgão subordinado desrespeita objectivamente o cumprimento de algum normativo daquele emanado. Contudo, neste caso, por uma questão de transparência democrática numa área social tão sensível como esta da educação, e para que a comunidade possa fazer o seu escrutíneo, seria politicamente acertado haver o cuidado de, por parte do ME, explicitar as razões de tal decisão.
Esta decisão, no momento em que é tomada, pelo que tem de abrupto, vem introduzir factores de instabilidade na comunidade escolar, que tem vindo a prosseguir uma dinâmica positiva, em vários domínios, como é do conhecimento geral. O ME deve ter ponderado suficientemente a sua decisão legítima, em termos dosa seus efeitos pedagógicos e sociais. Se não o fez, e só a história o julgará, só podem ter sido a força do pathos castigador em virtude de nesta escola, como foi divulgado, os vários orgãos, incluindo o CE, terem solicitado esclarecimentos ao ME sem os quais não se encontravam em condições para avançar com o processo de avaliação dos docentes.
A situação em que se encontram os professores que se disponibilizaram para o exercício de um cargo como uma CE deve ser muito embaraçante: sabem que são uma emanação de quem os elegeu e que o seu trabalho de direcção da vida de uma escola se tem de articular sempre com as exigências soliticitadas a partir comunidade, mas também sabem da sua dependência hierárquica em relação ao ME, que deve ser sobretudo uma estrutura de orientação e apoio e não de constrangimento e coacção.
O ME desta actual Executivo, no seu impulso reformista, alcançou alguns êxitos em algumas reformas. Mas resvalou, por precipitação, para outras, convencido talvez da sua necessidade e consistência, não conseguindo persuadir e mobilizar para as mesmas os principais interessados. Esta é uma opinião partilhada em muitos quadrantes da nossa sociedade, excepto pelo ME e pelo Governo no seu conjunto. Os índices de popularidade da actual Minista da Educação, sobretudo na área da Educação, poderiam e deveriam levá-la a uma questionação sobre o modo como tem vindo a exercer o seu cargo.
Na situação de crispação entre professores e ME, que detém a autoridade, este caso só pode ser interpretado pela maioria dos docentes, sobretudo os desta escola, como uma decisão perversa, ainda que o ME venha a apresentar as suas razões abonatórias.
Os professores – e os cidadãos que saibam ler outros sinais emergentes – podem começar a pensar que, com a nova figura do Director, nomeado pela tutela, segundo o novo modelo de gestão, passam a ser uma entidade monolítica da expressão da Vontade Geral do ME, obrigados a falar apenas a “Novilíngua” oficial e ficando despojados dos seus direitos de participação na vida da escola, específicos de uma democracia deliberativa.
Quando se aproxima mais um calendário eleitoral, esta decisão vem acentuar ainda mais o fosso que existe entre os professores e o ME. Cobrirá dividendos eleitorais ao PS? Nos professores, seguramente não.
Da análise, retiro uma conclusão, talvez panfletária.
Os professores vão saber assumir a potência adquirida no decurso da sua formação cultural e política.
Os professores são, aqui e agora, um avatar do Super Mouse. Como este, que do seu planeta feito de queijo, vivem em vigilância permanente e, com uma grande luneta, não vão deixar de ir ao encontro dos irmãos e libertá-los das garras do felinos.
Com as armas sagazes e desmesuradas da sua arte, farão já esforçadamente a grande paródia ao Levitã, que os quer amordaçar, ele que se esquece dos seus pés de barro. E façamo-lo alegremente, como convém a um
Este é mais um mistério insondável no âmbito da lógica, do que foi amplamente divulgado ...e tão incompreendido, que é o programa de "simplex". O objectivo é facilitar o mais possivel o exercício da prepotência, sem necessidade de um "politicamente correcto" que o possa camuflar. Surge sim um "politicamente fracturante" que de forma súbita, quebra a qualidade de uma realidade, a da nossa escola.
ResponderEliminarÉ com alguma tristeza que verficamos que ventos do passado tornam a soprar num país que se pretende democratico e livre.
ResponderEliminarNomeações puramente politicas, sem qualquer sustentação, são de facto uma afronta a todos aqueles que durante anos deram o melhor de si em prol da educação e formação dos alunos das nossas escolas. O nosso reconhecimento aos profissionais da educação (e não da politica) que fizeram da EBI uma escola de referencia. Vale a pena lutar pelos ideais de quem quer uma escola na sua essencia mais pura do conceito.
Thanks Sarah.
ResponderEliminarDo you read in portuguese?