quinta-feira, 23 de abril de 2009

triste condição


 


(encontrei esta imagem aqui)


 


Tenho uma única certeza sobre o destino e isso tanto me resigna como me remete de modo inapelável para o "carpe diem". Tento ser paciente e positivo com a vidinha. Procuro enfrentar os problemas imbuído de uma mescla de esperança e de oportunidade para construir dias melhores. E tento transmiti-lo aos que me rodeiam ou me procuram.


 


Mas não somos férreos e também nos cansamos; momentaneamente até nos apetecia partir para um qualquer lugar muito afastado das circunstâncias sociais e profissionais. Quando comecei o "correntes", recorria a um registo mais intimista. Logo que percebi que a audiência crescia todos os dias um bocadito, achei que esse modo de ser e de estar poderia constituir uma exorbitância.


 


Tinha prometido a mim mesmo, e escrevi-o por aqui, que não voltaria a debitar uma linha sobre a discussão descomunal à volta da saga dos objectivos individuais na avaliação do desempenho dos professores. Mas não resisto.


 


Assisto a um fenómeno que não me canso de repetir, mas que me enjoa sempre que me deparo com casos e mais casos: a batota, o fingimento e o faz de conta assenhoram-se de modo avassalador do processo: já só tenho dó das árvores e das máquinas de fotocópias.


 


Um governo que se prezasse deveria ter uma réstia de hombridade e pôr um fim a este "modus operandi" que nos envergonhará a todos e que é o mais vil destinatário de um qualquer futuro que queiramos construir e muito para lá de qualquer acto eleitoral; um imperativo de cidadania e de profissionalidade.

7 comentários:

  1. É assim Paulo: a fidelidade à verdade valerá sempre mais que a desonestidade e a batotice que produzem o enfraquecimento da inteligência. E mais, a verdade e o bem andam muitas vezes ( sempre?) de mãos dadas.
    Avaliação? OI? Palhaçada... ABSURDO...mas que contribuirão para os números( muitos, demasiados...) que o ME nos atirará no final do ano lectivo.

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  2. Fizeste-me agora lembrar daquele dia em que perguntaste ao sr. inspector se queria que fossemos lá fora num instante cortar dois eucaliptos para imprimir as papeladas todas que ele insistia em ter em "suporte de papel".

    Continuamos na mesma: muito lixo (sob todos os aspectos), demasiado caro (também sob todos os aspectos).

    Força aí.

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  3. Fizeste-me rir. Já nem me lembrava disso

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  4. "Olhando do Oriente"24 de abril de 2009 às 07:17

    Como te entendo... como me lembro das "brevíssimas conversas"... às 5ªs e 6ªs feiras... final da tarde... acabadas as aulas... entre o pavilhão e as escadas do polivalente...
    a princípio... eu... pessimista... e tu... optimista... depois... as nossas leituras dos factos... foram-se aproximando... coincidindo...
    hoje... seria natural que estivesse longe de tudo isso...
    mas não consigo... a indignação não se anula com distâncias... por isso...
    Como te entendo...
    Um abração.

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  5. Bela esta imagem. Sabes, Paulo, a chuva refrescando-nos também nos torna mais fortes. E, nada está perdido, hoje ainda é 24 de Abril!.................

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  6. É bom saber que mesmo a esta distância física continuas atento e vigilante

    Aquele abração para os dois.

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  7. Sim, claro. Apenas um registo mais intimista

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