Estas afirmações de Ken Robinson são muito curiosas. Depois de décadas a falar-se de criatividade e espontaneidade na educação, com a pedagogia pela descoberta, o sujeito como construtor dos seus próprios conhecimentos, a escola começou a ser acusada de ter deixado de ensinar precisamente Matemática e Língua Materna. Agora temos de novo o regresso à teoria de que as crianças são criativas e que depois deixam de o ser! Porquê? Por causa da escola, por causa da Matemática, da Ciência e da Língua Materna. Ken é um orador criativo e cheio de humor, mas não terá essa criatividade relação nenhuma com a brutal quantidade de informação que ele detém? Criatividade é inteligência divergente. Para divergir, é preciso conhecer. Há um teste muito simples para verificar a tese: compare-se as pessoas que andaram na escola com as que nunca lá puseram os pés e meça-se a criatividade de ambos os grupos. Qual será mais criativo? Posto isto, concordo com a tese de que se deve desenvolver todas as disciplinas na escola e aceitar que haja abordagens diferenciadas, a partir de diferentes tipos de inteligência. Neste aspecto, estamos na infância.
Lá dizia a minha mãe: " O importante é gostar do que se faz". Bjos
ResponderEliminarEstas afirmações de Ken Robinson são muito curiosas. Depois de décadas a falar-se de criatividade e espontaneidade na educação, com a pedagogia pela descoberta, o sujeito como construtor dos seus próprios conhecimentos, a escola começou a ser acusada de ter deixado de ensinar precisamente Matemática e Língua Materna. Agora temos de novo o regresso à teoria de que as crianças são criativas e que depois deixam de o ser! Porquê? Por causa da escola, por causa da Matemática, da Ciência e da Língua Materna.
ResponderEliminarKen é um orador criativo e cheio de humor, mas não terá essa criatividade relação nenhuma com a brutal quantidade de informação que ele detém? Criatividade é inteligência divergente. Para divergir, é preciso conhecer.
Há um teste muito simples para verificar a tese: compare-se as pessoas que andaram na escola com as que nunca lá puseram os pés e meça-se a criatividade de ambos os grupos. Qual será mais criativo?
Posto isto, concordo com a tese de que se deve desenvolver todas as disciplinas na escola e aceitar que haja abordagens diferenciadas, a partir de diferentes tipos de inteligência. Neste aspecto, estamos na infância.