quarta-feira, 6 de maio de 2009

registos solidários

 


 


(Legenda da imagem e da esquerda para a direita:


Teodoro Manuel, eu, a Maria do Céu Prudêncio e a Paula Marques)


 


 


A luta dos professores em defesa da razão e da escola pública de qualidade para todos tem os seus altos e baixos. Não devemos esquecer que no início desta saga, que já leva uns bons três anos, os professores estavam isolados e que eram olhados como uns arrivistas que só queriam manter privilégios e que pouco tinham feito pelo incontornável processo de massificação do ensino.


Sabemos que o panorama é hoje bem diferente. Quer a opinião publicada, quer aquilo que se pode chamar de opinião pública, quer até os elementos que compõem o próprio governo, tiveram que perceber da razão que nos assiste e mudar de opinião. No caso do grupo que integra as personagens referidas em último lugar, a certificação da razão dos professores consubstanciou-se na redução dos diplomas mais nefastos a soluções que se poderia classificar de risíveis se não fosse o carácter trágico da sua abrangência.


Com tudo isto a vida das escolas tornou-se irrespirável para os professores. Parece que se resume, hoje em dia, a batalhas jurídicas feitas de arremessos constantes e permanentes de burocracias sem pés nem cabeça.


Mas no meio de tantos e altos e baixos, como escrevi no início do post, foram ficando entre os professores laços inesquecíveis de solidariedade e amizade.


Estávamos em pleno período sobreaquecido quando se realizou um jantar de resistentes na Póvoa de Varzim. Não pude estar presente. Mas o Teodoro, na sua deslocação de Lisboa até ao local do referido jantar, fez questão de passar pelas Caldas da Rainha para um almoço que proporcionou o nosso primeiro encontro fora da rede. É isso que regista a foto que escolhi para esta entrada.

2 comentários:

  1. Sem dúvida, este período conturbado teve o condão de revelar muita gente boa e talentosa, de nos conhecermos melhor, de nos descobrirmos.
    Também nos deu pretextos para encontros mais frequentes e umas boas gargalhadas.
    Não fora a borrasca, e nesse dia não passava pelas Caldas, agradeço a um trio trágico o abraço que te dei.
    Até breve.

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