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domingo, 14 de abril de 2013

alternativas

 


 


 


 


Com a forma como nos podemos informar na actualidade, a guerra colonial não duraria três meses, foi mais ou menos isto que disse Manuel Alegre na sua entrevista à revista que acompanha o Público de Domingo. É realmente impressionante a forma como a informação e a comunicação evoluíram nas últimas décadas.


 


A mesma revista insere um crónica interessante de Vítor Belanciano que colei no post. Destaquei o lead porque é mesmo muito pertinente.


 


Se olharmos para a actualidade, do sistema escolar também, e pensarmos numa forma responsável de intervenção que seja sistemática (não efémera, portanto), que não se insira nos poderes formais que estão em queda de credibilidade e que asfixiam as liberdades de pensamento e de acção nem na fundação de organizações que acabem na mesma letargia (mesmo que atinjam um ou outro objectivo fundamental), as alternativas não são fáceis. Como o cronista refere, os movimentos das redes sociais têm sido decisivos mas cada vez se sente mais que é necessário "(...)ir para além do protesto emocional, ver as razões profundas dos problemas e procurar soluções de fundo.(...)".


 


 


 


 


 


 


 



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ajudar o paulo ambrósio

 


 


Recebi um email que divulgo com aquele abraço de solidariedade:


 


Colegas:


Renovava o apelo a candidatos a dadores de medula, com o meu muito obrigado antecipado aos colegas, amigos e familiares que têm desencadearam cadeias de mails e, claro, à blogosfera docente sempre atenta e solidária:


IPO, 26/02/2012


Abraço na luta!


Paulo Ambrósio

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

circunstâncias pessoais e contra uma mistificação (reedição)

 


 


(encontrei esta imagem aqui)


 


(Republico este texto por questões que só a mim me dizem respeito. A 1ª edição ocorreu a 19 de Junho de 2009).


 


Subscrevi um pequeno texto (contra a avaliação de docentes enquanto mistificação) que tem gerado alguma polémica no seio da justa luta dos professores. A sua primeira publicação ocorreu na edição impressa do jornal público do dia 13 de Junho de 2009. Seguiu-se a divulgação pelos diversos blogues de professores e retive-me numa leitura atenta dos diversos comentários. Mantive uma silente contenção e esperei que a poeira assentasse um pouco. Já se sabe que neste tempo de turbilhão informativo e de vórtice inaudito as partículas granulosas não teimam em regressar ao sossego; e o meu cérebro exige-me disciplina.


 


Talvez nem perca muito com esta decisão de apenas entregar o relatório crítico de avaliação como sempre fiz. Se for penalizado pelo não preenchimento da ficha de auto-avaliação é algo que só a mim me diz respeito. De pouco me vale invocar os valores monetários que fui desperdiçando ao longo da vida em nome da coerência de ideias ou de atitudes. Os que me conhecem sabem que sou tolerante e diplomata, mas que também me regulo por uma firme e determinada exigência individual com total respeito pelas posições dos que convivem comigo. Não adiantaria invocar, ainda, outros momentos da minha vida onde algo de semelhante aconteceu; e nem sempre venci. 


 


Subscrevi o texto em causa por solidariedade com quem o fazia, com a intenção de o fazer quase sempre às causas e aos amigos e para reafirmar a coerência em não participar na mistificação em que se inscreve o actual modelo de avaliação. Transmiti isto aos meus colegas assinantes. 


 


Sei que posso parecer exorbitante com isto que estou a escrever. Mas é assim. E nada mais acrescentarei no domínio das minhas circunstâncias individuais. Nem herói nem mártir como sempre fiz questão de afirmar.


 


Tenho, naturalmente, muito mais palavras para escrever sobre a auto-avaliação em termos técnicos, políticos e jurídicos. Darei conta de tudo isso quando os meus critérios julgarem oportuno.

domingo, 14 de junho de 2009

calor

 


 


Quando o calor resolve não apertar, mesmo em vésperas de mais um verão, sabe bem receber testemunhos como o que pode ler aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

interrogações ou certezas?

 


 


Educação para a delinquência


 


 



"A notícia veio em tudo o que é jornal e TV: uma professora da Escola EB 2,3 Sá Couto, em Espinho - que dezenas de alunos seus consideram "a mais espectacular da escola" e uma "segunda mãe" - foi suspensa "após afirmações de cariz sexual". A suspensão foi ditada pelo Conselho Directivo depois de duas alunas terem gravado afirmações suas numa aula, alunas que, segundo vários colegas, "fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar".


A Associação de Pais e a DREN acharam muito bem. Ninguém, nem pais, nem Conselho Directivo, nem DREN "acharam mal" o facto de duas jovens de 12 anos terem cometido um crime (se calhar encomendado) para alcançarem os seus fins. O Código Penal pune com prisão até 1 ano "quem, sem consentimento, gravar palavras proferidas por outra pessoa e não destinadas ao público, mesmo que lhe sejam dirigidas", punição agravada de um terço "quando o facto for praticado para causar prejuízo a outra pessoa". Educadas desde jovens para a bufaria e a delinquência e sabendo que o crime compensa, que género de cidadãos vão ser aquelas miúdas?"


Manuel António Pina.


 


 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

registos solidários

 


 


(Legenda da imagem e da esquerda para a direita:


Teodoro Manuel, eu, a Maria do Céu Prudêncio e a Paula Marques)


 


 


A luta dos professores em defesa da razão e da escola pública de qualidade para todos tem os seus altos e baixos. Não devemos esquecer que no início desta saga, que já leva uns bons três anos, os professores estavam isolados e que eram olhados como uns arrivistas que só queriam manter privilégios e que pouco tinham feito pelo incontornável processo de massificação do ensino.


Sabemos que o panorama é hoje bem diferente. Quer a opinião publicada, quer aquilo que se pode chamar de opinião pública, quer até os elementos que compõem o próprio governo, tiveram que perceber da razão que nos assiste e mudar de opinião. No caso do grupo que integra as personagens referidas em último lugar, a certificação da razão dos professores consubstanciou-se na redução dos diplomas mais nefastos a soluções que se poderia classificar de risíveis se não fosse o carácter trágico da sua abrangência.


Com tudo isto a vida das escolas tornou-se irrespirável para os professores. Parece que se resume, hoje em dia, a batalhas jurídicas feitas de arremessos constantes e permanentes de burocracias sem pés nem cabeça.


Mas no meio de tantos e altos e baixos, como escrevi no início do post, foram ficando entre os professores laços inesquecíveis de solidariedade e amizade.


Estávamos em pleno período sobreaquecido quando se realizou um jantar de resistentes na Póvoa de Varzim. Não pude estar presente. Mas o Teodoro, na sua deslocação de Lisboa até ao local do referido jantar, fez questão de passar pelas Caldas da Rainha para um almoço que proporcionou o nosso primeiro encontro fora da rede. É isso que regista a foto que escolhi para esta entrada.