(encontrei esta imagem aqui)
Esta entrada tem destinatária certa e só vem parar aqui pela beleza e oportunidade intemporal do poema.
"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não."
Sophia de Mello Breyner.
(eternamente companheira)
Muito bonito e tão apropriado ao momento.
ResponderEliminarGrande Sophia.
Porque os outros são o inferno. (Sartre)
ResponderEliminarE quiçá "imortalizada" numa versão musical extraordinariamente bem conseguida pelo nosso colega... ao tempo padre... Francisco Fanhais .
ResponderEliminarAbração para todos.
Agostinho
Por vezes o
ResponderEliminarai vou eu em busca da coisa.
ResponderEliminarO oriente continua do outro lado do ocidente?