sexta-feira, 3 de julho de 2009

dá ideia que muitas vezes é assim: daqui a três anos vê-se

 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


Mas o tempo passa e depois a coisa começa mesmo a doer. Parece que é isso que está acontecer no ministério da Educação (ME) em relação aos concursos de professores e à absurda divisão da carreira em titulares e sem título. E não é de estranhar. Em Portugal é hábito ter-se uma ideia e aplicá-la sem qualquer estudo sobre o seu impacto a médio ou longo prazo: "depois logo se vê, que chatice; ainda faltam três anos".


 


Que as pessoas que ainda ocupam cargos no ME revelaram o mais profundo desrespeito pelos professores portugueses, é assunto mais do que conhecido e certificado. Mas tendo em consideração que estamos em 2009, e em plena segunda década da sociedade da informação e do conhecimento, é inadmissível que os concursos de professores tenham entrado novamente neste estado de perfeito desnorte. Andaram três anos a fazer o quê?


 


Quanto aos professores titulares, é o que já se sabe. Ficaram nessa condição voluntária, é certo, através de uns critérios absurdos e exerceram os seus cargos numa clara discriminação de direitos e deveres em relação aos seus colegas que não estão nessa condição. E para bradar ainda mais aos céus, são prejudicados nos concursos de professores. Há professores titulares que estão há anos à espera de uma vaga perto da sua habitação. Essa vaga agora existe. Mas não podem concorrer: o novo inquilino terá de ser um não titular (apenas porque o que sai também não é titular e por nenhum outro motivo) que estará muitos lugares abaixo numa qualquer lista de graduação. Se tudo isto não foram ideias de pessoas incompetentes, então só nos podemos interrogar: estavam no seu perfeito juízo?

2 comentários:

  1. Está tudo muito bem. Tens é que emendar a última palavra do 1º parágrafo. E o "quer raio", acho que é "que raio".
    Já leste o comentário da ministra à Ferreira Leite?
    "Precisamos de ter um trabalho persistente, diligente, nós não precisamos de rupturas, de destruir. Nós precisamos é de construir", rematou. Que fez ela senão destruir?

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  2. Feito, obrigado.

    Já li e fiz um post com a coisa.

    Há uma amiga nossa que tem o hábito de dizer: isto não é lata é um bidão

    Esta ministra parece que não está mesmo bem ou

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