terça-feira, 8 de setembro de 2009

de quem é a culpa?

 



 


Foi daqui.


 


 


Sempre que abordo questões relacionadas com Santo Onofre corro o risco de resvalar para as minhas circunstâncias. E já o escrevi algumas vezes: não aprecio muito esse tipo de registo nem me agrada envolver a escola onde lecciono nas entradas do "correntes". Mas os tempos foram aquilo que se sabe e nem sempre consegui evitar essas duas premissas; aliás, por causa de Santo Onofre vi-me envolvido no meio de um turbilhão informativo que teve uma ligeira pausa durante as férias; regressou com uma intensidade diferente mas com o início das actividades escolares o vórtice começa de novo a instalar-se.


 


Há uma questão que me é colocada de modo recorrente e de várias formas: como foi possível Santo Onofre ter chegado a este estado de convulsão procedimental e de quem foi a culpa?


 


Importa recuar no tempo.


 


Ainda em 2008, e quando as posições de Santo Onofre começaram a ter visibilidade, se percebeu que tudo seria feito para derrubar o Conselho Executivo eleito e com mandato até 2010. E fariam-no por motivos políticos e nunca através da promoção de uma candidatura nos processos eleitorais da gestão democrática ou sequer no âmbito do novo modelo de gestão. Dá ideia que o "assalto" ia sendo cozinhado em off e no mais firme desrespeito pelo estado de direito e pelo poder democrático da escola.


 


Ainda por motivos políticos (com a arrogante ideia eleitoral de tudo estar feito na gestão até 31 de Maio de 2009), e pelo menos na minha modesta opinião, destituíram o Conselho Executivo. Esperemos pela sentença dos tribunais.


 


Assistiu-se no período que se seguiu à maior encenação de convicções que me foi dado assistir. Com os resultados das eleições europeias associados ao estado de convulsão que se vivia no agrupamento, nasceram leques sucessivos e públicos de solução com uma característica comum: desprezo pela questão jurídica e pelo mandato do Conselho Executivo.


 


E é este último aspecto que mais me impressionou: o desrespeito pela democracia e pelo sufrágio directo e universal por parte do partido político que apoia o actual governo. Agiram como se duma coutada sua se tratasse e arrasaram o poder democrático da escola de Santo Onofre: sobrepuseram os interesses partidários a tudo o resto. Imperdoável.

2 comentários:

  1. quadratura do círculo8 de setembro de 2009 às 23:48


    A metáfora do bosque funciona sempre.
    "Há duas maneiras de passear num bosque. Uma é experimentar um ou vários caminhos(...); a segunda é caminhar de modo a descobrir como o bosque é e por que são acessíveis certas veredas, e outras não."
    Umberto Eco, Seis Passeios nos bosques da ficção

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