segunda-feira, 7 de setembro de 2009

dr. jekylle mr. hyde

 



Foi daqui.


 


 


Parece que o óbvio faz o seu caminho; a maioria absoluta do partido do governo esfumou-se e já nem a vitória é segura. O trio da Educação, é bom que se sublinhe a ideia dos três e que não se esqueça o contributo decisivo dos ainda secretários de estado, acolitados na obstinação do primeiro-ministro deram um valente contributo.


 


Um texto de Manuel António Pina.


 


 



"Depois da entrevista do primeiro-ministro à RTP e das declarações à imprensa em que a ministra da Educação se tem desdobrado nos últimos (longe vá o agoiro) tempos, os professores ficaram a saber com o que podem contar num próximo eventual mandato de Maria de Lurdes Rodrigues: talvez um pouco mais de "delicadeza", provavelmente até preliminares, vaselina e outras boas práticas, mas a mesma virilidade por assim dizer reformista, ou "guerra", como a ministra diz.


Um fenómeno interessante das campanhas eleitorais é que elas facultam aos eleitores descobrir o afável e confiável Dr. Jekyll que se esconde afinal atrás de cada Mr. Hyde. No momento de prestarem contas ao chamado "país" e de tentarem reconquistar a sua confiança, os políticos fazem todos como aquele "mauvais sujet repenti" de Brassens, arrepiando caminho pela via dos melhores propósitos. É assim que a ministra parece agora mais uma vítima de erros seus, má fortuna, amor ardente do que o provável algoz de uma nova maioria de Sócrates. Como nos velhos filmes mudos, "à mercredi prochain" (que é como quem diz até que a campanha termine).(...)"


 


 


 


 


 

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