terça-feira, 15 de setembro de 2009

parque escolar

 


 



 


 


Na última semana de Agosto (2009), e muito por mérito de uma boa reportagem de Clara Viana no Público, aqui, discutiram-se os critérios que aceleraram as obras de requalificação de muitas escolas secundárias. O programa tem aspectos positivos e alguns nem tanto assim; era necessário, alguns economistas advogam com a necessidade de animar o mercado, mas conhecem-se casos em que se está a realizar obra onde tal já tinha acontecido há um ou dois par de anos, se tanto.


 


Mas o que me traz aqui é o modo desgraçado como de repente se entrou em despesismos supérfluos, como se o mundo estivesse a acabar e não existissem gerações seguintes que suportarão estes devaneios. E nem me falem em peanuts e coisas do género, porque quando se trata do dinheiro comum as exigências de parcimónia e de transparência nem merecem discussão.


 


Confrontei-me com dois exemplos que me deixaram perplexo:


 


uma das escolas secundárias da cidade onde vivo está em obras e tal feito é também divulgado pelo cartaz que escolhi para a imagem desta entrada; sabe-se dos custos deste tipo de publicidade e é incompreensível como o governo decidiu fazer esta despesa onde aplica fundos públicos doutras rubricas na campanha eleitoral;


 


nesse mesmo dia, vi um debate televisivo sobre a a despesa pública em que intervieram o actual ministro das finanças e o conhecido fiscalista Saldanha Sanches. A certa altura, Saldanha Sanches introduz na discussão o tema das despesas supérfluas socorrendo-se dos exemplos dos governos civis que nunca mais se extinguem, do excesso de autarquias e do sorvedouro que são os órgãos ilimitados da desmiolada organização administrativa do país. O ministro das finanças discorda prontamente. Diz que essas despesas são residuais. Que o que importa é reduzir o número de funcionários públicos, que isso sim é que são mudanças estruturantes. O seu governo consegui-o com 50 mil. Percebe-se o que o dedicado ministro quer dizer, mas também não se pode entender o seu desprezo pelas "despesas residuais". Ou foi apenas para descansar os seus?


 


Pode ver o vídeo com o debate.


 


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