Faz hoje um ano que se realizou uma das maiores manifestações de professores da história do nosso país. É evidente que os números rigorosos não existem e é difícil escolher a maior manifestação entre a de 8 de Março e a de 8 de Novembro, ambas no ano de 2008. Disseram-me que numa delas, não me lembro em qual, estiveram presentes mais de 140 mil pessoas.
Para além dos aspectos quantitativos, o registo emocional foi inesquecível, os professores portugueses marcaram a história da nossa curta democracia e deram significado à força da razão, ao civismo e à luta pela liberdade. Sabemos que a vitória do poder democrático da escola continua titubeante e que enfrenta os metamorfoseados inimigos do costume. Mas há uma dado que ninguém deve desprezar: os professores continuam em rede, estão longe de baixar os braços e mantêm a atenção em relação a qualquer tipo de "entendimento".
O 8 de Novembro de 2008 ficou também marcado pela emancipação de uma classe profissional em relação aos poderes formais, governo e sindicatos, que tutelavam o jogo de sombras que asfixiava a possibilidade do ensino e o compromisso com as salas de aula; e apesar desse abanão, o caminho continua quase todo por percorrer.
Se clicar aqui encontra o post que fiz no dia seguinte à manifestação.
Já nem me lembrava Paulo. Um agradecimento com os olhos húmidos.
ResponderEliminarLINDO, LINDO, LINDO.
ResponderEliminarEmoção à flor da pele.NÃO ESQUECEREMOS. OBRIGADO.
ResponderEliminarO 8 de Novembro foi um dos dias mais emocionantes e inesquecíveis da minha vida.
ResponderEliminarA esperança aflorou e senti como é poderosa a força da razão.
Infelizmente os resultados não foram os que se esperavam, mas também nunca mais nada foi igual, nem sequer perante a opinião pública.
Que a coisa mexeu, mexeu!
Não esquecer , NUNCA! Não desistir, enquanto… Continuar, até…
ResponderEliminarA LUTA CONTINUA.
ResponderEliminarA CHOLDRA
ResponderEliminarTresanda a laracha esta governação. O Sócrates, os Santos Silvas, o inefável Valter Lemos, os Perestellos, o camarada Vasco (Franco), os Lellos, um tal Amado, o clone Silva Pereira, o fogoso “revolucionário” Alberto Martins, a rapariga de Boston (Isabel Alçada), o inolvidável Lacão, estão de volta. Todos muito ajeitadinhos, muito bem esmaltados, quiçá boémios. Gente limpa e pitoresca são outra coisa. Mas este vaudeville – levado ao palco em S. Bento – nem parece um governo, mas lembra simplesmente um vero Xanax. O dr. Cavaco prescreveu a coisa e a gentinha, bem comportada, corre no imprevisto para o divã. Somos bons paroquianos!
Está, assim, uma autêntica choldra a paróquia. Os arremedos da folia parlamentar, “sem fundilhos nem calças”, são raros e íntimos. Os jornaleiros (salvé Ó Bettencourt Resendes) estão ferventes e ensimesmados na retórica política. Um Vara (Armando para os amigos) passa inseguro entre o espectáculo, primoroso na sua fatiota made in BCP. Alguns (poucos) jornalistas (ainda os há) catrapiscam a perdida ética republicana. Sócrates, o comediante Silva Pereira e os dormideiros do BCP garantem o seu valor, dão referências a esse bom e excelso portuga. O país, entretanto, caiu exaurido, entre o riso pelo infortúnio do gentio d’Alvalade e o suspiro triunfal do grande & glorioso SLB. Somos todos gente tímida. Admirável!
Requiescant in pace
Cambada de mafiosos sem vergonha na cara…
ResponderEliminar(…) Tráfico de influências?
Sobre as conversas entre Sócrates e Vara sabe-se pouco. Segundo o PÚBLICO apurou junto de fontes judiciais, os dois terão falado sobre a venda da TVI pelos espanhóis da Prisa. A operação de aquisição da Media Capital, montada pela Ongoing, de Nuno Vasconcellos, também terá sido abordada pelos dois, assim como a alegada “campanha negra” do PÚBLICO e da TVI que Sócrates afirmou existir contra si. Aliás, Vara já estaria sob escuta por alturas do Congresso do PS, em Espinho, no final de Fevereiro, quando o primeiro-ministro e secretário-geral socialista se referiu pela primeira vez ao assunto.
Ontem, o “Correio da Manhã” (CM) referia que nas conversas terão sido ainda abordadas as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, patrão da Controlinveste e da Global Notícias, que detém o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a rádio TSF, entre outros órgãos de comunicação social. Em particular, diz ainda o CM, interessava-lhes perceber a forma de encontrar uma solução para o “amigo Joaquim” (ver caixa). A eventual entrada da Ongoing no capital grupo terá também sido referida, adianta o CM.
Estas conversas poderão indiciar um crime de tráfico de influências, caso resulte dos factos que um dos dois interlocutores tenha sido surpreendido a prometer usar ou a usar a sua influência junto de entidades públicas para obter vantagens para si ou para terceiros, como está previsto no Código Penal.
Lembrança bem refrescante. Dá animo ler textos assim. Obrigado.
ResponderEliminarAinda a procissão vai no adro…
ResponderEliminarQual procissão?
ResponderEliminarOlhe, a do Sr dos Passos!
ResponderEliminarBem dito...
ResponderEliminarSejas tu...
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