quarta-feira, 18 de novembro de 2009

13 magníficos

 


 



Foi daqui. 


 


 


Recebi um email da colega Ana Lima do blogue "O vento que passa". Pede-me a Ana que vá ler a "carta aberta" que publicou, aqui, em que faz uma crítica aos treze colegas, em que me incluí, que assinaram uma moção como uma declaração pública de não entrega da ficha de auto-avaliação. Já reparei que o assunto tem provocado alguma polémica na blogosfera. 


Uns dias após a publicação do manifesto, escrevi um texto que fui buscar e que colo de seguida. Tenho todo o respeito pela Ana Lima, mas nada mais tenho a acrescentar sobre o assunto.


 


 



"Subscrevi um pequeno texto (contra a avaliação de docentes enquanto mistificação) que tem gerado alguma polémica no seio da justa luta dos professores. A sua primeira publicação ocorreu na edição impressa do jornal público do dia 13 de Junho de 2009. Seguiu-se a divulgação pelos diversos blogues de professores e retive-me numa leitura atenta dos diversos comentários. Mantive uma silente contenção e esperei que a poeira assentasse um pouco. Já se sabe que neste tempo de turbilhão informativo e de vórtice inaudito as partículas granulosas não teimam em regressar ao sossego; e o meu cérebro exige-me disciplina.


 


Talvez nem perca muito com esta decisão. Se for penalizado é algo que só a mim me diz respeito. De pouco me vale invocar os valores monetários que fui desperdiçando ao longo da vida em nome da coerência de ideias ou de atitudes. Os que me conhecem sabem que sou tolerante e diplomata, mas que também me regulo por uma firme e determinada exigência individual com total respeito pelas posições dos que convivem comigo. Não adiantaria invocar, ainda, outros momentos da minha vida onde algo de semelhante aconteceu; e nem sempre venci.


(...) Subscrevi o texto em causa por solidariedade com quem o fazia, com a intenção de o fazer quase sempre às causas e aos amigos e para reafirmar a coerência em não participar na mistificação em que se inscreve o actual modelo de avaliação. Transmiti isto aos meus colegas assinantes. 


 


Sei que posso parecer exorbitante com isto que estou a escrever. Mas é assim. E nada mais acrescentarei no domínio das minhas circunstâncias individuais. Nem herói nem mártir como sempre fiz questão de afirmar.


 


Tenho, naturalmente, muito mais palavras para escrever sobre a auto-avaliação em termos técnicos, políticos e jurídicos. Darei conta de tudo isso quando os meus critérios julgarem oportuno."


 


Adenda às 23.55: informam-me que a Ana Lima retirou o post.

5 comentários:


  1. Tudo muito correcto, Paulo. Não se canse mais. Há mais lutas. Obrigado.

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  2. Coerência é o que falta a muito boa gente que se cruza por nós diariamente.

    A razão é como o azeite, vem sempre ao de cima e é o que está a acontecer.

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  3. A Ana Lima tomou consciência do excesso.

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  4. é verdade, na altura cheguei a pensar isso mesmo, que o post tinha sido excessivo.. ingenuamente, apresentei desculpas ao PG, em resposta a mail que me enviou.

    acontece que, entretanto, o meu 'apedrejamento' em praça pública - por gente que não me conhece, alguns que se fizeram passar por mim ou por outros que considerava e respeitava, assumiu contornos de uma tal baixeza, que passei a sentir-me vítima em vez de culpada. a resposta ao meu 'excesso', muito mais ofensiva, muito mais excessiva.

    achei, inclusive, que havia, não só um incitamento consciente a que me 'destratassem', como uma espécie de gozo mórbido em consegui-lo.

    repus o post. a liberdade de expressão e opinião é um direito que me assiste, agora muito mais do que antes deste episódio ..

    ana lima

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  5. Paulo:

    obrigada pela cordialidade do teu post.
    tenho também todo o respeito por ti

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