quinta-feira, 5 de novembro de 2009

haja pachorra

 



Foi daqui.


 


 


 


 


Estou longe de desistir desta luta antiga e muito difícil que é a defesa da escola pública de qualidade para todos e do seu poder democrático, mas confesso que passo por uma fase de enjoo principalmente quando, e por dever de ofício, tenho de estar atento à agenda mediática na área da Educação. Já não há paciência para tanta manipulação e para o seu necessário jogo de sombras.


 


A agenda do país, ontem e em plena crise grave, tinha três vectores principais: o emprego, o desemprego e, pasme-se meu caro leitor, a avaliação dos professores. Ou seja, aquele amontoado de indicadores imensuráveis que foi inscrito numas grelhas inventadas por tecnocratas febris, consegue transformar-se numa espécie de co-incineração da primeira década do Século XXI e garante ao chefe do governo a jubilada encenação do ar mais-do-que-determinado. 


 


E enquanto a atmosfera escolar se vai degradando longe dos salões e dos corredores onde se esgrime o póquer e o bridge das palavras vãs, resta-nos continuar firmes e hirtos na defesa da razão e esperar que os reanimados sindicatos de professores se entendam com a nova ministra da Educação que prestou umas primeiras e eduquesas declarações.


 


Apesar de tudo, a coisa promete.

5 comentários:

  1. TANTA paciência que nos é pedida. Começaram de novo os números: 49.000 professores já avaliados, disse o Sr Sócrates no debate da Assembleia. Qualquer dia REBENTA a democracia.

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  2. Viva Maria Simas.

    Também reparei nesse detalhe do número. Tenho ideia que este primeiro-ministro não tem emenda. Dá ideia que ficou com raiva dos professores. Será possível?

    Abraço.

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  3. Tem razão Paulo. O senhor destila raiva e agressividade contra os professores.

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  4. Será que o País não tem problemas masis graves?????
    Os partidos e a assembleia da Republica e os Srs. deputados deveriam gastar energias em discutir os reais problemas do país. Nomeadamente o número crescente de pessoas sem emprego! E também o número crescente de por exemplo Profs desempregados! E de pessoas desempregadas sem direito a fundo de desemprego....etc. Estes sim são verdadeiros problemas que devemos discutir...

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  5. A coisa promete? Hoje está especialmente optimista. Enquanto isso, aparecem nas escolas novas datas para entrega de OIs. Que fazer?

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