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Estou longe de desistir desta luta antiga e muito difícil que é a defesa da escola pública de qualidade para todos e do seu poder democrático, mas confesso que passo por uma fase de enjoo principalmente quando, e por dever de ofício, tenho de estar atento à agenda mediática na área da Educação. Já não há paciência para tanta manipulação e para o seu necessário jogo de sombras.
A agenda do país, ontem e em plena crise grave, tinha três vectores principais: o emprego, o desemprego e, pasme-se meu caro leitor, a avaliação dos professores. Ou seja, aquele amontoado de indicadores imensuráveis que foi inscrito numas grelhas inventadas por tecnocratas febris, consegue transformar-se numa espécie de co-incineração da primeira década do Século XXI e garante ao chefe do governo a jubilada encenação do ar mais-do-que-determinado.
E enquanto a atmosfera escolar se vai degradando longe dos salões e dos corredores onde se esgrime o póquer e o bridge das palavras vãs, resta-nos continuar firmes e hirtos na defesa da razão e esperar que os reanimados sindicatos de professores se entendam com a nova ministra da Educação que prestou umas primeiras e eduquesas declarações.
Apesar de tudo, a coisa promete.
TANTA paciência que nos é pedida. Começaram de novo os números: 49.000 professores já avaliados, disse o Sr Sócrates no debate da Assembleia. Qualquer dia REBENTA a democracia.
ResponderEliminarViva Maria Simas.
ResponderEliminarTambém reparei nesse detalhe do número. Tenho ideia que este primeiro-ministro não tem emenda. Dá ideia que ficou com raiva dos professores. Será possível?
Abraço.
Tem razão Paulo. O senhor destila raiva e agressividade contra os professores.
ResponderEliminarSerá que o País não tem problemas masis graves?????
ResponderEliminarOs partidos e a assembleia da Republica e os Srs. deputados deveriam gastar energias em discutir os reais problemas do país. Nomeadamente o número crescente de pessoas sem emprego! E também o número crescente de por exemplo Profs desempregados! E de pessoas desempregadas sem direito a fundo de desemprego....etc. Estes sim são verdadeiros problemas que devemos discutir...
ResponderEliminarA coisa promete? Hoje está especialmente optimista. Enquanto isso, aparecem nas escolas novas datas para entrega de OIs. Que fazer?