quinta-feira, 5 de novembro de 2009

balanço de certezas

 


 



 


(encontrei esta imagem aqui)


 


 


Não se aceitam mitigações com os direitos humanos: têm de ser todos e já. Com a democracia deve passar-se o mesmo.


 


Durante os últimos quatro anos conversei com muitos militantes e simpatizantes do partido político que suportou o actual governo: uns mais indefectíveis do que outros.


 


Houve uma constante que me surpreendeu e que me chocou, confesso. A ligeireza com que defendiam soluções menos democráticas para os processos de gestão escolar chegou a arrepiar-me. Mesmo a solução encontrada, que se encontra em vigor e que se tenta impor, parece inspirada no regime iraniano e no já célebre "conselho de guardiães".


 


Podem advogar com a ideia da nossa democracia ser recente ou com os tiques naturais das maiorias absolutas, mas, e muito sinceramente, não esperava que o partido socialista português estivesse impregnado de tanta hesitação na consolidação da democracia.


 


É preciso estar mesmo no "terreno" para perceber o modo como o poder democrático das escolas foi relegado para o nível mais baixo das prioridades.

1 comentário:


  1. Como concordo com o que escreve. Direitos humanos e democracia: todos e já.

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