domingo, 6 de dezembro de 2009

à volta dos minaretes

 


 



 


 


No relatório de Jacques Delors, "A educação - um tesouro a descobrir", as questões do multiculturalismo e do relativismo cultural têm uma abordagem interessante e polémica.

Defende-se que o fenómeno do multiculturalismo contribuiu na europa para acentuar as bolsas de "ghetização" com todas as consequências conhecidas. Invoca-se como negativa a preservação a todo o custo das matrizes culturais de origem por parte das comunidades imigrantes que se iam "ghetizando", digamos assim.

O que se propõe é a ideia de interculturalidade, persuadindo as diversas comunidades, através da educação, para a "normalização" de costumes que assentem num valor primeiro: a liberdade entendida como impossibilidade de invasão no espaço de liberdade do outro. É também neste patamar de discussão que se coloca a questão dos "véus escolares", dos minaretes e até da "teoria da conspiração" que advoga a cobertura financeira do actual regime iraniano.

Estamos numa encruzilhada?


 


Claro que estamos. Mas só há uma solução: tolerância, muita persistência e uma corajosa e dura atitude de não desistência. A história não deve registar um qualquer caminho de luta pela liberdade que se tenha feito só com vitórias e sem vítimas brutais e injustiçadas. É assim a natureza humana e os tempos nunca mudam tão depressa: só o afastamento histórico nos permite perceber melhor as épocas que fomos vivemos. Antes como agora.


 


 



Discriminação contra muçulmanos está a aumentar na Europa


 


"O voto contra os minaretes na Suíça é só um sinal. Dos palcos políticos à Internet, por toda a Europa emergem manifestações de medo ou desconfiança em relação aos muçulmanos. Há indicações de que a discriminação está a aumentar, dizem especialistas ouvidos pelo PÚBLICO. (...)"

3 comentários:

  1. Um estudo particularmente interessante seria o da comparação entre sociedades ocidentais (as múltiplas) e sociedades muçulmanas (as múltiplas), assente nas características políticas, religiosas, sociais, ambientais, etc. Seria monumental e, se calhar, inexequível: implicaria, por exemplo, fazer sondagens a mais do que 2200 pessoas e evitar construir especulações jornalísticas sobre dados mais ou menos concretos, entre outras acções. Complexo, mas certamente frutuoso - veríamos quem ganharia. Eu torço pela minha!

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  2. A questão da chamada, por razões de estratégia politicamente correcta pró-Islão, islamofobia, assenta num facto que os políticos tendencioss, logo anti-democráticos, tentam escamotear - servidos frequentemente por articulistas e jornalistas orientados: este ambiente é produzido pelas características negativas Corânicas, que qualquer ser lúcido vê. Não foram as pessoas, que com inquietação assistem à arrogante implantação dos chefes islâmicos que peroram em Londres, na Holanda, em França e até já em Espanha (cá ainda têm pouca força), que estabeleceram a discriminação contra as mulheres, os grupos mais fracos, os não-crentes - foram os islamitas. Não são os que recusam os minaretes e a impetuosa cavalgada islâmica que se esboça que se rebentam em público - são grupos de fé islâmica. Não são essas pessoas que tentam extrair privilégios absurdos (não usar calças, não frequentar piscinas, não tolerar agnósticos, considerar-se ofendido por tudo e por nada) - são grupos islamitas! É esta prepotência, com a desculpa da prática religiosa, que inquieta, assusta, indigna. Se culpa existe, cabe aos mullahs e aos que lhes fazem o jogo! É isso a pretensa "islamofobia". Simples bom senso, só.

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  3. A minha opinião sobre o islamismo e a sua, cada vez maior presença em países ocidentais, e não querendo generalizar todos os muçulmanos pela mesma "bitola", o exemplo de discriminação vem exactamente desses países, ou seja, a falta de tolerância nos seus próprios países, contra cristãos, e até contra os próprios que decidam mudar de religião. Estaremos nós (cristãos ocidentais) a ser intolerantes e discriminatórios? Acho que não! Sempre ouvi dizer que : "Em Roma sê romano". Ou seja , se eu pensar emigrar para um país qualquer, a primeira coisa que devo pensar, é que terei de respeitar e aceitar as leis desse país, e não as minhas. Se houver tolerância muito bem. Se não houver, não posso impôr a minha vontade. Mas o que se assiste é precisamente do lado dos radicais fundamentalistas do islão, querendo islamisar outros povos, como na época dos cruzados, os cristãos fizeram. Essa a diferença. As cruzadas acabaram há séculos, mas a "mourisca" pede " vingança" (?) nas suas guerras santas contra tudo e todos que não sejam muçulmanos. É nisto e noutros que está o perigo desta luta desenfriada!

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