Era assim:
E agora? É assim?

Fenprof saúda proposta do ministério mas ainda há desacordo sobre alguns pontos
"A existência de quotas para a clarificação de mérito e de vagas para a progressão de escalão são os dois pontos que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera mais gravosos nas propostas apresentadas pelo Ministério da Educação sobre a avaliação do desempenho e a estrutura da carreira docente. A manterem-se estas questões, um acordo entre o sindicato e o Governo será impossível, disse Mário Nogueira.
O secretário-Geral da Fenprof reafirmou, contudo, o espírito de diálogo que a actual equipa do Ministério está a demonstrar e afirmou que "tudo pode ser levado para a mesa de negociação", frisou. De uma forma geral, a Federação considera que a proposta do modelo de avaliação é um corte com o passado e uma tentativa de aproximação às posições dos professores.(...)"
Módulos de dois anos lançam o inferno burocrático nas escolas. O bom senso vai sobrepor-se?
ResponderEliminar" A leitura do extracto do documento da Fne é suficiente para concluir pela impossibilidade de um acordo entre o ME e os sindicatos. O processo negocial não estará concluído a 30/12, como exige o projecto de resolução aprovado na AR, nem será assinado mais tarde.
ResponderEliminarNão é possível um acordo sobre um modelo de avaliação de desempenho que tenha consequências na progressão da carreira porque todos sabem, embora não o admitam, que não é possível estabelecer correlações entre avaliação e desempenho dos docentes.
Tão pouco é possível estabelecer correlações entre a posse de diplomas de mestrado e de doutoramento ou a colecção de cursos de especialização e desempenho docente.
Conheço doutorados no ensino básico e secundário que são pouco dedicados à escola e pouco empenhados na profissão. Conheço licenciados no ensino básico e secundário que são a trave-mestra da escola, excelentes pedagogos e professores entusiasmados e dedicados. Trinta e cinco anos de profissão docente ensinaram-me que, regra geral, os "papa-diplomas" dedicam-se pouco à escola e aos alunos. Que me desculpem os que fogem à regra.
Ninguém quer admitir esta verdade: não é possível avaliar com justiça, eficácia e objectividade o desempenho dos docentes. Todas as tentativas de criar e implementar modelos de avaliação docente têm o mesmo resultado: aumentar a burocracia nas escolas, colocar as escolas a trabalhar para dentro (em vez de trabalharem para os alunos) e aumentar os níveis de desmotivação e de ressentimento dos professores.
Não há volta a dar. É impossível estabelecer acordos sobre modelos de avaliação docente. Razão: nenhum presta. E não servem para nada.
Mas há modelos piores do que outros. Como a ideologia da prestação de contas e da avaliação de desempenho cavou fundo na idiossincracia dos burocratas europeus, os professores vão ter de "gramar" com um modelo de avaliação. Que seja, então, o menos mau.
E o modelo menos mau aponta para: ciclos de avaliação mais longos (4 anos), procedimentos de avaliação realizados apenas no ano de mudança de escalão, avaliação da assiduidade e cumprimento do serviço distribuído a cargo do director e avaliação da componente científica e pedagógica a cargo do conselho pedagógico e de um supervisor externo à escola do avaliado com uma especialização na área do avaliado.
Se o Estado não tem dinheiro para assegurar uma educação de qualidade para todos, com professores bem pagos, vale mais dizer a verdade. Mas que essa verdade seja revelada para todos os casos e que não se arranjem bodes expiatórios e se sacrifiquem sempre os mesmos."
Ei Paulo, inspiradíssimo!
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ResponderEliminarTanto se diz pelas imagens
Então as imagens dos últimos dias...
ResponderEliminar"(...)De uma forma geral, a Federação considera que a proposta do modelo de avaliação é um corte com o passado e uma tentativa de aproximação às posições dos professores (...)".
ResponderEliminarSe é bom para o governo e para os sindicatos é mau para o país.
Mas saudações ao produtor do blogue.
É motivo para se estar optimista?
ResponderEliminarQuando vi o que vou colocar, fiquei apreensiva:
ResponderEliminar"Na proposta do Ministério, evita-se a palavra "quota". No entanto, num dos parágrafs defende-se a manutenção de "mecanismos de garantia de diferenciação de desempenho", uma expressão que a Fenprof interpretou como sendo a defesa da existência de quotas para a classificação de mérito. Essa era uma das questões mais contestadas no modelo de avaliação aprovado pelo anterior Governo."
Esperemos.
Ah, as imagens estão demais.
ResponderEliminarConcordo. Deu para rir um bocado. Ajuda.
ResponderEliminarPaulo:Nem me apetece comentar...
ResponderEliminarAbraço
DAF
Viva DAF.
ResponderEliminarCompreendo
Oh tempos; oh costumes.
Forte abraço.
Bem pensado. O que é uma boa é o que é nutritivo para os governos e para os offshores. Dito de outra forma: "A palavra corrupção deriva do latim corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre."
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