Até ao ano escolar transacto, a direcção das escolas portuguesas era assegurada por professores que tinham uma forte ligação ao projecto e à história da instituição que pretendiam dirigir. Sei que não era sempre e exactamente assim, mas pelo menos a comunidade educativa conhecia bem os candidatos e sabia do que eram capazes. Havia, portanto, alguma parcimónia e pouco atrevimento nas candidaturas.
Com a introdução deste novo modelo, pode acontecer uma coisa como a que vou descrever: num agrupamento de escolas, a pintura do edifício da escola sede (em regra a de maiores dimensões) é um investimento equivalente a cerca de 30% do orçamento anual; imagine-se, então, uma escola sede pintadinha há seis meses apenas, mas que recebe, nas propostas recentes de candidatura a director, um projecto de um indivíduo externo que se propõe, como medida emblemática, pintar a escola sede.
Digam-me lá se uma coisa destas não é significativa e se isto seria possível num modelo em que primasse a decência, a ligação à escola em causa e o necessário conhecimento da história da instituição.
Eh! Eh! Eh" Esta está boa. Ao estado a que isto chegou.
ResponderEliminarE quem diz pinturas de paredes pode também referir-se a tantas outras coisas. É SURREAL.
ResponderEliminarSURREAL, CONCORDO.
ResponderEliminarHIHIHI...e o que o futuro nos trará...
ResponderEliminarEsse deve ser patrocinado pela Robialac.
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