terça-feira, 5 de janeiro de 2010

do novo modelo de gestão escolar

 


 



Foi daqui


 


 


 


Até ao ano escolar transacto, a direcção das escolas portuguesas era assegurada por professores que tinham uma forte ligação ao projecto e à história da instituição que pretendiam dirigir. Sei que não era sempre e exactamente assim, mas pelo menos a comunidade educativa conhecia bem os candidatos e sabia do que eram capazes. Havia, portanto, alguma parcimónia e pouco atrevimento nas candidaturas.


 


Com a introdução deste novo modelo, pode acontecer uma coisa como a que vou descrever: num agrupamento de escolas, a pintura do edifício da escola sede (em regra a de maiores dimensões) é um investimento equivalente a cerca de 30% do orçamento anual; imagine-se, então, uma escola sede pintadinha há seis meses apenas, mas que recebe, nas propostas recentes de candidatura a director, um projecto de um indivíduo externo que se propõe, como medida emblemática, pintar a escola sede.


 


Digam-me lá se uma coisa destas não é significativa e se isto seria possível num modelo em que primasse a decência, a ligação à escola em causa e o necessário conhecimento da história da instituição.

5 comentários:

  1. Um professor resistente5 de janeiro de 2010 às 13:14

    Eh! Eh! Eh" Esta está boa. Ao estado a que isto chegou.

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  2. E quem diz pinturas de paredes pode também referir-se a tantas outras coisas. É SURREAL.

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  3. HIHIHI...e o que o futuro nos trará...

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  4. Esse deve ser patrocinado pela Robialac.

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