terça-feira, 5 de janeiro de 2010

dois pesos?

 


 


 



Foi daqui.


 


 


 


A destituição de um Conselho Executivo com mandato até Junho de 2010, como foi o caso em Santo Onofre, continua a fazer correr rios de conversa e a deixar sem argumentos os defensores acérrimos da prepotência do governo português de então. Embora o acontecimento ainda seja recente, os detalhes que se vão conhecendo a propósito desse processo deixam boquiaberto qualquer um com os desmandos de uma maioria absoluta e com o desplante daquilo que se convencionou chamar de aparelho partidário. O tempo, como sempre, lá se encarregará dos naturais esclarecimentos para que a história se escreva com o rigor possível.


 


E se a destituição se fundamentou, pelo menos em termos formais, na ausência de Conselho Geral Transitório, embora a Assembleia estivesse em pleno funcionamento e também com mandato até Junho de 2010, é intrigante, como me disse ontem um amigo meu que é professor numa outra escola da mesma cidade, que na mesma direcção regional, e com o mesmo director, haja dois critérios: é que, e depois de dois editais, continua a sua escola sem Conselho Geral (nem sequer é transitório) e não há lugar à nomeação de uma CAP nem a uma qualquer destituição.


 


Perguntava-me o meu amigo: mas estas coisas dependem da ligação das pessoas ao partido maioritário?


 


 


 

27 comentários:


  1. Pergunta retórica, não é Paulo?

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  2. Cá pra mim é mais pela cor dos olhos. VÃO-SE SABENDO PORMENORES NOJENTOS.

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  3. "Há quem diz que a política é um jogo. Secundo e digo mais: é um jogo de batota, onde ganha quem domina a arte de ludibriar. Os políticos, em campanha eleitoral, vendem expectativas procurando atingir o seu eleitorado em todos os seus pontos fracos. Todos são atingidos. Enfim, está longe o dia em que as coisas não serão assim."

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  4. UM ESCÂNDALO. TUDO EM TRIBUNAL, SÓ QUE NUM TRIBUNAL DE AVEIRO, E INDEMNIZAÇÕES AO ESTADO.

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  5. Imagem divinal. É um ganda GALO existirem blogues.

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  6. Espera-se que um dia alguém ponha a boca no trombone e diga tudo o que sabe do estranho caso de Santo Onofre. Pelo menos refrescava a nojenta tramóia.

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  7. Nas Caldas, pelos vistos, há muito humor. Talvez ainda apareça um novo Bordalo. Os jornais caldenses já não caricaturam o quotidiano? Tanto material desperdiçado por aí...

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  8. Águas mornas. Santo Onofre foi apenas uma lufada.

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  9. Dependem mais da não ligação das pessoas ao partido maioritário.

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  10. No céu cinzento
    Sob o astro mudo
    Batendo as asas
    Pela noite calada
    Vem em bandos
    Com pés veludo
    Chupar o sangue
    Fresco da manada



    Se alguém se engana
    Com seu ar sisudo
    E lhes franqueia
    As portas à chegada
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada
    A toda a parte
    Chegam os vampiros
    Poisam nos prédios
    Poisam nas calçadas
    Trazem no ventre
    Despojos antigos
    Mas nada os prende
    Às vidas acabadas

    São os mordomos
    Do universo todo
    Senhores à força
    Mandadores sem lei
    Enchem as tulhas
    Bebem vinho novo
    Dançam a ronda
    No pinhal do rei

    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada
    No chão do medo
    Tombam os vencidos
    Ouvem-se os gritos
    Na noite abafada
    Jazem nos fossos
    Vítimas dum credo
    E não se esgota
    O sangue da manada

    Se alguém se engana
    Com seu ar sisudo
    E lhes franqueia
    As portas à chegada
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada

    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada

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  11. Venham mais cinco...6 de janeiro de 2010 às 02:03

    Portugal

    “(…) ó Portugal, se fosses só três sílabas
    de plástico, que era mais barato!


    Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
    golpe até ao osso, fome sem entretém,
    perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
    rocim engraxado,
    feira cabisbaixa,
    meu remorso,
    meu remorso de todos nós...

    Alexandre O'Neill

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  12. Mas o Presidente da CAP não acabou por ser eleito Director?

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  13. Tem razão. Mas entre essa trapalhada legal e a ilegalidade da destituição do conselho executivo...

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  14. Viva.

    Realmente o facto que pretendi colocar em discussão neste post foi a destituição de um CE com mandato até Junho de 2010 e de, pelos vistos, esse critério não continuar a ser cumprido.


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  15. Assim se vai compondo a realidade. Afinal a escola até funciona sem Conselho Geral, este serve para quê? Continua a mesma questão de fundo: a participação naquele órgão é de iniciativa individual e não sendo constituído fica um vazio que ninguém "sente", a não ser quando chegar o dia de o Director ter de ser escolhido. Nessa altura o que fará a tutela?

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  16. Não sei, mas acho que o director regional lê este blog. Ainda bem!
    Como será que ele vai descalçar esta bota?

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  17. Esqueci-me de dizer que a imagem está fantástica! Como sempre.

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  18. Enquanto pessoa e, sobretudo, enquanto docente, tenho por hábito antigo não falar do que não sei nem fazer comentários levianos e desprovidos de fundamentação credível ao que outros, por sua vez, comentam. Um professor, sendo um formador profissional, tem responsabilidades acrescidas neste âmbito, e não pode deixar-se levar no, por vezes, tão apetecido "diz que disse". Ter opinião é um direito e um dever, mas quando a mesma não tem fundamentação, não passa de um palpite e os juizos de valor, para além de injustos, esvaziam-se e ficam.....sem qualquer valor.
    Assim, deixo apenas um conselho aos menos informados: para além dos blogs leiam tambem a legislação (mesmo que não concordem com ela....)

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  19. Viva.

    Da leitura da legislação, e da sua aplicação pelos tribunais, resulta o seguinte: nos casos como o de Santo Onofre, que ao que sei foram seis (CE´s que foram para tribunal, porque uma grande maioria interrompeu os mandatos para apresentar uma candidatura a director de acordo com a nova legislação) em cinco os tribunais deram razão a quem defendia o cumprimento dos mandatos até ao fim.

    A legislação apenas inscreve a nomeação de uma CAP no caso de não haver CGT. Mas há princípios no direito, que remetem os seus actores para os limites e lacunas da lei. E nesse sentido, não haver CG é ainda mais grave do que não haver CGT. Se a lei é omissa porque tal nem passou pela cabeça do legislador, aplica-se a letra do caso análogo desde que se se enquadre no mesmo espírito. (Muito mais se o aplicador da lei, neste caso a DRELVT, já o fez anteriormente ao nomear uma CAP por não existir CGT).

    Era esta a perplexidade do meu amigo e que achei muito fundamentada e pertinente.

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  20. Não é o processo de Sto Onofre e os outros similares que ponho em causa. É o paralelismo que se fez, e os comentários que o mesmo originou, com a situação de numa outra escola ainda não haver CG.
    Acontece que os dois casos não se enquadram no mesmo espirito: não são legalmente definidos prazos para a constituição do CG; o CGT tem todas as competências do CG.
    Um 2º aspecto: a minha indignação assenta fundamentalmente, na ligeireza com que se coloca em causa a seriedade das pessoas que trabalham na escola, quando se sugere a relação entre a posição da DRELVT e as tendências políticas dessas pessoas. É certo e sabido que essas relações, noutros contextos e em contextos similares, existem, mas não justificam TODOS os casos. Neste caso em concreto, NÃO JUSTIFICAM.
    Mais uma vez, retomo a ideia de que não se pode cometer a irresponsabilidade e o desrespeito de fazer juizos de valor sem se conhecerem os factos, sem estar por dentro do processo.

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  21. Viva.

    Quando escreve: "Acontece que os dois casos não se enquadram no mesmo espirito: não são legalmente definidos prazos para a constituição do CG; o CGT tem todas as competências do CG".

    Esta sua observação é contraditória, se me permite. Ao referir a lacuna da lei que não define prazos para a constituição do CG, deve saber que se aplica nessas circunstâncias o caso análogo, que é, como bem referiu, o CGT. E mais uma contradição: se não existe a mesma letra o espírito é o mesmo, quaisquer que sejam os elementos considerados: histórico, teleológico ou sistemático.


    Quando escreve: " É certo e sabido que essas relações, noutros contextos e em contextos similares, existem, mas não justificam TODOS os casos. Neste caso em concreto, NÃO JUSTIFICAM."

    Pelos vistos conhece bem o caso em concreto, a exemplo do professor da escola em causa e que me fez a observação.

    No caso dessa escola não sei, mas, e como todos sabemos, a questão de Santo Onfre andou meses a ser discutida nas sedes partidárias, e sei lá mais aonde, que não são propriamente os órgãos das escolas que é onde estas matérias deveriam ser decididas.

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  22. Administrador de Estádios Falidos9 de janeiro de 2010 às 22:53

    Gozem, gozem, que qualquer dia ainda se lixam todos. Lá no partido tratamos-vos da saúde. Em Sto. Onofre aquilo era uma balda e mereceram o que tiveram. Na escola para a qual estão agora a apontar baterias, as coisas funcionam - foi das primeiras a ter CGT, o director foi eleito com toda a legitimidade legal (embora com poucos votos, é certo) e ele é um grande líder, um homem que sabe o que quer, frontal, sem medo e sobretudo bem relacionado com as estruturas do partido. E escusam de gozar - isso só abona a favor da Escola (que há-de ficar um brinquinho) e de quem lá trabalha.

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  23. Nas Caldas, de passagem...9 de janeiro de 2010 às 22:58

    Não posso estar mais de acordo. Basta ver os resultados das avaliações, distribuídas agora em Janeiro aos professores, para se aferir das evidentes qualidades técnicas, humanas, de liderença e de justiça de quem preside aos destinos da instituição - há excelentes, muito bons e bons (com as pequenas nuances do 7 e o do 8) que dão vontade de rir. É a prova de que, seja qual for o modelo futuro de avaliação, convém estar-se bem com o Sr. Director.

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  24. São pessoas como o "Administrador de Estádios Falidos", que dão razão aos comentários que estabelecem uma relação directa entre a situação da ainda falta de CG numa escola e o partido político maioritário. Que tristeza, que pobreza de espírito.... Ainda bem que há casos em que o verdadeiro profissionalismo sai ileso destas politiquices, porque ,nesses casos, quem o pratica é verdadeiramente.... isento!

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