terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

foi delírio ou não foi?

 


 



Foi daqui


 


 


Não tenho a mania, mas não tenho mesmo, que sou bruxo. As únicas coisas em que me reconheço é no estudo, no trabalho persistente, em alguns assuntos (Educação e sistemas de informação, por exemplo) e numa razoável curiosidade por várias matérias.


 


Nos primeiros três anos (o correntes vai fazer seis) raramente escrevi sobre Educação. Tinha o blogue para outras coisas. Todavia, o anterior governo não me deu margem de manobra e ainda hoje o continua a fazer.


 


Em 8 de Junho de 2007 (já lá vão três anos) escrevi um texto sobre o concurso para professor titular. Por acaso, encontrei-o no arquivo do blogue e resolvi republicar. E se o assunto era o que referi e o desfecho foi o que vai ler e o que se sabe, a única coisa que me resta acrescentar é o seguinte: foi sobre os titulares, mas se tivesse sido sobre a avaliação, a gestão, os horários dos professores ou a escola-armazém, o resultado era o mesmo.


 


 


Procuro escrever, e pensar, sobre assuntos que me obriguem a raciocinar; por vezes, e como sou professor, não resisto à tentação de ancorar em temas relacionados com a minha actividade profissional; se não é docente, meu caro leitor, peço-lhe desde já as minhas desculpas.



Passei uma pequena parte dos meus últimos dias à volta da candidatura a professor titular. Por via disso, e por causa da ajuda que me foi solicitada na minha escola e também pelo apoio a alguns colegas que sentem um menor conforto no preenchimento de formulários electrónicos, acabel por ter de perscrutar o raciocínio de quem gerou e criterizou o tipo e as regras deste concurso.



Só consigo imaginar o delírio que tudo isto deve ter estabelecido: pensar e inventar as regras; discutir os critérios e estabelecê-los; seleccionar o modelo de concurso; estabelecer os formulários electrónicos; analisar e programar os sistemas de informação; enfim, é só dar asas à imaginação.



E digo delírio porquê? 



Consultemos um dicionário: "delírio - desvio mórbido da razão contra o qual não valem a experiência nem a argumentação lógica e em virtude do qual o indivíduo se afasta cada vez mais da realidade".



Daqui uns tempos ficaremos a saber se valeu a pena tanta angústia, tanto trabalho burocrático, tanta mesquinhez, tanta zanga, tanta humilhação e tanta indisposição: e com tanto por fazer.

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