
Este post tem três parágrafos. Os dois primeiros são factuais e o terceiro mais ficcional; o registo imaginário fica mais para o interior.
Muito francamente, não tenho a mania que sou adivinho nem outra coisa do género. Há é períodos na minha vida em que me preocupo mais com algumas questões e nestes últimos anos, e por dever de ofício, tenho estado atento às questões internas que influenciam a vida da escola pública. Mas como tenho a consciência que muito do jogo fundamental é feito no exterior, tento colocar-me no centro dos factores exógenos e procuro olhar para além da espuma dos dias.
Vi uns mentores do acordo do governo com os sindicatos de professores esfregarem as mãos de contentes com a plataforma financeira de entendimento. Passados uns dias foge informação dizendo que o aperto de mão custou 400 milhões de euros. De seguida, o arco de governo começa a discutir congelamentos de salários, na sua arena teatral e com ameaças combinadas de auto-flagelamento no décimo-terceiro mês, até 2013 e aprovam em conjunto o orçamento de estado com o partido do governo encostado às cordas por não ser claro na afirmação dessa parte da matéria acordada.
Por muito que custe repetir, e devemos sublinhar o óbvio as vezes que forem necessárias, os partidos do arco-todo-poderoso só têm olhos para os salários da função pública, para o rendimento mínimo e para as pensões mais baixas e nem se lhes ouve uma palavra para o desvario da alta finança nem para as altas pensões intocáveis por direitos adquiridos. Não, assim não vale: são já muitos anos a dar cabo da democracia.
Aumentos da função pública nunca vão exceder a inflação até 2013
Muito fundo mesmo.
ResponderEliminarO "Muito fundo mesmo" foi meu. Desculpem.
ResponderEliminarEstes gajos saturam o povo...
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