sexta-feira, 19 de março de 2010

a esquerda "tontinha"

 


 



Foi daqui


 


 


 


Não me lembro do nome do autor, mas a ideia de que Portugal navega numa expressão fatal não me saiu da memória:"temos uma direita cegueta e uma esquerda tontinha".


 


Os partidos políticos têm sido responsáveis por um discurso nas políticas da Educação que desresponsabiliza a sociedade pelo insucesso e abandono escolares e que remete para a escola a solução de todos os problemas sobrecarregando-a de um modo insuportável.


 


Ouvi hoje a deputada que melhor tem defendido as causas da escola pública nos últimos anos fazer um discurso falho de pragmatismo e desfasado da realidade. Podia incluir aqui um relambório de coisas óbvias, chamando à argumentação um rol de simultaneidades políticas: a utopia tem de ser associada ao pragmatismo; os pilares têm de ser dois: o emancipador e o regulador; ou não basta pensar no que existe, é necessário alavancar dentro daquilo que é possível.


 


Ana Drago do BE defendeu que a suspensão dos alunos é ineficaz porque faz passar a ideia "que uma suspensão corresponde a uns dias férias". Com as devidas proporções, será o mesmo que dizer a uma pessoa que comete um crime e é condenada, mas que não tem casa ou alimentação diária, que a cadeia (quem me dera um mundo sem prisões ou crimes) é uma melhoria da qualidade da sua vida. Os alunos necessitam de exemplos, de castigos transparentes e que se cumpram, e as famílias têm de encontrar na sociedade a ajuda para os seus problemas. A escola é que não pode continuar só.

6 comentários:

  1. Imparável, carago :-)

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  2. Fiquei espantado com a aleivosia da Ana Drago!
    Vê-se bem que também não está na escola...Um bocado como o Aguiar Branco.
    A deputada da CDU também não esteve melhor.

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  3. Pois é, estamos sós e com discernimento. Faz toda a diferença dentro das escolas. Haja paciência para esta malta. Mas qual é o espanto? Não devem ser os professores a serem ouvidos em matéria de ensino.? E esta é uma questão da educação e do ensino.

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  4. Olá Paulo boa noite,

    Por acaso também vi essa parte do debate na 2.
    Julgo que em Portugal, se pensar em medidas pra Educação tendo sempre em linha se conta se é uma ideia de Esquerda ou Direita, ou de um qualquer partido político, como se tem vindo a fazer, quase desde de sempre, nunca vamos a lado nenhum... Eles (os políticos) acabam, por vezes, de se contra dizer ao fim de algum tempo... Deviam era de pensar na ESCOLA como um todo, a escola pública de todos, dos PROFESSORES, dos Pais, e principalmente dos ALUNOS (crianças), a escola até foi "feita/pensada" para eles?!

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  5. Viva Marco.

    Defendo que a escola deve ser inclusiva para todos: professores, funcionários e alunos (a ordem é arbitrária); só assim a escola desempenhará bem o seu papel.


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