Em Maio de 2008 (fui confirmar no blogue na rubrica "estatuto do aluno") dizia-me um responsável por um sistema de informação escolar: "vou ter um trabalhão; o governo acabou com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas no básico e no secundário e tenho de reformular a programação do registo de faltas". Desculpem-me a falta de modéstia, mas disse-lhe: "não mexia nisso, não leio assim a lei e não tarda dizem que afinal é para fazer como dantes". Demorou dois anos.
É evidente que a minha conclusão foi óbvia para quem conhece a nossa sociedade e as escolas por dentro. Nesse dia, fiz um post com o seguinte texto:
"E dei comigo a pensar num estatuto do aluno. O que vou escrever a seguir é muito a sério, foi objecto de uma atenta e demorada análise.
Proponho, para o regime de faltas, um estatuto sem preâmbulos e com um único artigo.
Os alunos reprovam se excederem o limite de faltas injustificadas a uma das disciplinas, ou áreas curriculares não disciplinares, que compõem o seu programa de estudos. Entende-se por limite de faltas injustificadas, o produto da multiplicação por três do número de aulas semanais em cada uma das actividades referidas. Compete aos directores de turma o estabelecimento dos critérios que consideram uma falta como justificada."
Ministra vai alterar regime de faltas dos alunos
"A ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou hoje que vai alterar o regime de faltas dos alunos e que voltará a haver distinção entre ausências justificadas e injustificadas. A ministra falava na Assembleia da República, na abertura do debate de urgência pedido pelo CDS-PP sobre violência escolar.(...)"
Excelente Paulo! Era tão...tão bom e tão mais produtivo se as leis no nosso país saissem assim...juro-lhe que é o meu sonho desde há muitos anos. Mas não...as rendas, os folhos, os entremeios são bem mais importantes do que o pano do lençol...e servem para atrapalhar e distrairmo-nos do essencial...
ResponderEliminarPaulo: um desafio: outro parágrafo idêntico para a ADD. Penso que conseguirá.
Um bem-haja!
A propósito do novo regime de faltas tenho de recordar o que referiu uma aluna da escola Secundária de Loulé, a mesma escola que tem o melhor professor do ano e que nos últimos dois anos tem uma taxa de aprovações dos estudantes dos cursos científico-humanísticos de 100%. A referida aluna responde assim a esta pergunta da jornalista "o que faz para ter boas notas?", a resposta é cabal , "não estudo muito tento ir a todas as aulas e estar o mais atenta possível para perceber as coisas bem".
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