
Nenhum corpo é como esse, mergulhador, coroado
de puros volumes de água.
Nenhuma busca tão funda, a tal pressão,
como pesa na água uma ilha fria,
a raiz de uma ilha.
Uns procuram ramas de ouro.
Outros, filões de púrpura unindo
sono a sono. Há quem estenda os dedos para tocar
as queimaduras do escuro. Há quem seja
terrestre.
Tu esbracejas entre sal agudo.
Não falas, mal respiras, moves-te apenas
e fulguras
como uma estrela cheia de bolhas.
Feroz, paciente, arremetido, mortal, centrífugo.
Com todo o peso do coração no centro.
(continua)
Herberto Helder
Poesia Toda,
Assírio e Alvim
página 421
Lindíssimo!
ResponderEliminarObrigada, Paulo!
Um excelente resto de domingo e uma feliz primavera!
:-))
ResponderEliminarExcelente para presentear a primavera. Bjs
Belíssimo, nem mais!!!
ResponderEliminarViva aos três.
ResponderEliminarTb gosto muito. Aquela primavera