domingo, 28 de março de 2010

inaceitável

 


 



Foi daqui


 


Não sou católico e lembro-me de ter sido baptizado quando já frequentava a escola primária; tenho ideia que tal acto se consumou por pressão social e dos meus familiares mais próximos. Não sou um intolerante para com as pessoas religiosas nem sequer com as mais beatas ou mais crentes. Leio alguns depoimentos que advogam a entrega às igrejas de uma parte significativa da educação básica das crianças, a exemplo do que acontecia com os seminários em regime de internato ou de externato. Não concordo nada com isso. Defendo um ensino básico público, gratuito e laico.


 


Sem querer fazer um paralelo com os argumentos que estou a aduzir, devo, no entanto, sublinhar que me indignam até às entranhas os crimes ou abusos cometidos contra as crianças. Dentro destes, coloco em primeiro lugar essa coisa terrível que se chama pedofilia. O último ano tem sido pródigo em notícias que provam a extensão incomensurável de práticas de pedofilia por parte de membros da igreja católica de todo o mundo. Sabe-se que esses crimes foram denunciados ao longo dos tempos à pessoa que agora exerce as funções de Papa e que as encobriu das autoridades dos estados. Conhece-se também que os membros do clero parecem viver acima das leis humanas e que se instituem num qualquer e único julgamento divino. Não pode ser. A mesma instituição que impõe um ridículo celibato carregado de dogmas aos seus membros, arrasta-se na lama ao vilipendiar as crianças mais frágeis que a sociedade lhe entrega num acto de boa fé. Inaceitável tudo isto.


 


Papa acusado de ter mais informações sobre padre pedófilo alemão


 


"Joseph Ratzinger, então arcebispo de Munique, acompanhou o caso do padre pedófilo na Alemanha mais de perto do que se vinha a pensar, segundo o diário norte-americano "New York Times" de hoje.(...)"


 


Papa acusado de perdoar padre pedófilo americano


 


"Sacerdote terá abusado de 200 alunos deficientes numa escola para surdos no Wisconsin.(...)"



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