quarta-feira, 28 de abril de 2010

central

 



Foi daqui


 


Quem diria que o mesmo país que há 36 anos era uma curiosidade turística porque mostrava uma revolução em curso, consegue, nesta altura, escolher como ponto um da sua agenda de políticas educativas as faltas dos seus alunos na escolaridade obrigatória.


 


Já nem me refiro ao facto dos seus serviçoes centrais não terem conseguido desenvolver um sistema de informação que apure números rigorosos e em tempo real. O que mais me entristece, é que se explicarmos isto a um professor de uma sociedade desenvolvida, encontraremos um ser que nos interrogará:"mas quem é o responsável pelas faltas dos alunos? A família? A comunidade local? E faltam injustificadamente? Os miúdos?"

2 comentários:

  1. A Ministra da Educação veio pronunciar-se em público sobre o caso concreto do suicídio do professor de Sintra.

    Mesmo estando o processo em segredo e a decorrer.

    Percebe-se agora a vergonhosa posição do psiquiatra de serviço Daniel Sampaio…..

    Se quiserem recorrer para a ministra do arquivamento do caso, já sabem a resposta….

    é tudo farinha do mesmo saco

    às perguntas do DN de hoje a seguir, respondeu a Ministra da Educação:

    Pergunta:
    Essa agressividade tem gerado casos de suicídio como os que foram noticiados nas últimas semanas.

    Resposta:
    Não, isso não é verdade. Eu partilho absolutamente da visão e da análise que o professor Daniel Sampaio tem feito e vindo a publicar. Ele chama a atenção para os casos-limites, como é o caso de um suicídio, e refere que nunca é apenas devido a um factor externo. Nunca é só a profissão, a situação familiar ou a situação amorosa, há uma conjugação de factores que têm a ver com a personalidade das pessoas.

    Pergunta:
    São casos extremos?

    Resposta:
    É um caso extremo. Ainda por cima, a escola não é um local onde se morra. Uma pessoa admite que num hospital possa haver uma fatalidade tremenda, mas quando um jovem ou um adulto jovem morre é tremendo e a escola fica num estado de consternação. O que temos de fazer é dar apoio, é isso que nós temos feito.

    Pergunta:
    O caso do Leandro e o do professor que se atirou da Ponte 25 de Abril colocaram o ministério numa situação complicada?

    Resposta:
    O ministério tem há vários anos um gabinete de segurança escolar e um observatório de segurança escolar exactamente para prevenção dessas situações e para actuar. Evi- dentemente que são circunstâncias trágicas as da morte de uma pessoa numa escola. Nós sofremos, mas não é só por isso que actuamos – é que sabemos que os pais entregam os filhos às escolas para que estejam em segurança.

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  2. Terceiro mundo são os outros.

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