quarta-feira, 28 de abril de 2010

comunicar

 


 



Foi daqui


 


O estatuto do aluno regressa a um pico informativo e arrasta o enjoativo debate costumeiro à volta dos disparates (sim, disparates) dos nossos legisladores e da maioria dos políticos que se pronuncia sobre o assunto. Sei que o que acabei de escrever pode parecer radical, mas estou convicto que encerra uma elevada dose de sensatez. Há muito que estou aqui e cada vez mais me convenço da justeza dos meus argumentos.


 


O Público tem hoje uma notícia interessante sobre o assunto; aqui. "Número de faltas dos alunos é uma incógnita" é o título da notícia. E e o jornal continua assim: ""Um progresso absolutamente extraordinário", foi assim que José Sócrates classificou, há um ano, a redução do número de faltas dos alunos, agora desmentida pelo Governo".


 


Que dizer desta despudorada e conhecida manipulação? Só se espera que com os números da crise, e com o programa de combate à mesma, não tenha acontecido o mesmo. É que se aconteceu pode haver falência, ou algo parecido, pela certa.


 


Já li, com um tremendo esforço, o novo estatuto do aluno. Os legisladores ensandeceram de vez e não se enxergam. A mudança nas provas de recuperação é do mais puro eduquês: se, por exemplo, um aluno obtém um qualquer excesso de faltas, deve fazer uma série de coisas com conhecimento e co-responsabilização da família. É para rir, não é?


 


Diz o Artigo 20.º (Faltas injustificadas) no nº 3: As faltas injustificadas são comunicadas aos pais ou encarregados de educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo director de turma ou pelo professor titular de turma, no prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.


 


É a era da comunicação na versão do ME português. Doses de comunicação. Então uma pessoa falta injustificadamente e tem de ser avisada do facto? Até um aluno adulto? E no prazo máximo de três dias? Avisado de quê? É para se lembrar que anda na escola? Ou é para o caso de não estar informado que havia uma aula? Não internem esta gente nâo, que vão ver onde é que isto vai parar.

4 comentários:

  1. O mundo da linguagem é infinita: dizem por outras palavras as mesmas ou coisas piores. Haja paciência.

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  2. Professor resistente28 de abril de 2010 às 15:31

    Doentes Paulo. Parece que odeiam professores.

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  3. E o que será um meio expedito? Uma forma expedita de não-direito?

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