Não, não se trata do salutar exercício sobre rodas em que os ibéricos dominam o mundo, embora neste caso de patológica obstinação um bom par de patins desse um jeitão. Desta vez trata-se do conhecido patinar automóvel: acelera-se muito mas não se sai do sítio. Andam os bloggers há tempos a avisar que o chefe do governo é o mesmo e que o acordo de 2010 é feito da mesma marmelada que o entendimento de 2008, e depois são acusados de não sei o quê para desviar as atenções e sossegar as consciências com os novos fantasmas de serviço.
"Não sou professor. Mas tenho filhos e vejo que este governo, mais do que os outros que o antecederam, está a fazer tudo por tudo para arruinar definitivamente o papel do Estado na educação. Como está, aliás a fazer na saúde com medidas completamente imbecis. Tudo isto para dar chorudos negócios aos seus amigos do privado, porque daqui a uns anos quem quiser ter saúde paga-a com língua de palmo e quem quiser que os filhos venham da escola a saber ler e escrever tem que pagar um colégio privado. Os professores, que eram alvo de reverência e respeito por toda a sociedade, são agora tratados abaixo de cão. E com grande desgosto meu vejo que o povo português nutre um enorme ódio pelos professores, o que facilita imenso a vida do Sócrates ao fazer a vida deles num inferno. O meu povo é iletrado, odeia professores porque estes ensinam. Não percebem a utilidade dos professores. O meu povo é boçal e submisso, prefere ver concursos na televisão porque "isso da política é complicado", tem um enorme ódio aos sindicatos e aos trabalhadores que protestam porque é covarde, prefere fazer o que o patrão manda e andar de cabecinha baixa, e quer que os outros sejam iguais."
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