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sexta-feira, 14 de junho de 2013

imaginemos que

 


 


 


Olhando para a história, e mesmo considerando o estado de protectorado, temos de considerar que mais logo se assine um qualquer acordo entre o Governo e organizações representativas dos professores.


 


Da última vez que se quebrou a espinha dorsal da defesa da escola pública, os sindicatos assinaram, em Abril de 2008, um entendimento que previa um período experimental do monstro de avaliação até Abril de 2009. Só que o monstro era de tal ordem que a força da razão empurrou sindicatos, governo, partidos políticos e opinadores mais ou menos qualificados e implodiu o desmiolo pulverizando os prazos acordados e os conteúdos inaplicáveis.


 


Vem isto a propósito do momento. Não bastam adiamentos para a mobilidade especial e para os outros devaneios. A questão remete-se ao verão de 2012 e aos cortes a eito. Se isso ficar intacto no acordo, não só a força da razão voltará a fazer das suas como os professores, e a escola pública para os que "não querem aprender", ficarão a breve prazo à mercê de outro qualquer (des)governo. Isso dá trabalho? Claro que sim. Mas governantes e sindicalistas não estão sem componente lectiva?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

um post criptado em forma de tríptico

 


 


 


 


 


 


 


Há dias em que imaginamos coisas, veja-se lá. Imginem o que me passou pela cabeça e que vou relatar de seguida.


 


O entendimento de 2008 entre o Governo e os sindicatos, o tal que cortou a espinha dorsal à luta dos professores, foi negociado ao mais "alto nível", sem ME e sem sindicatos da Educação, e vai sendo pago ao longo do tempo. Juntaria três ingredientes: o referido entedimento, a maçonaria e os apoios para as próximas presidenciais.


 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

inaceitável

 


 


O MEC e os sindicatos de professores estão em negociações. Enquanto a FNE propõe alterações de pormenor, mesmo que importantes, na gestão escolar, a FENPROF classifica como secundárias as alterações ao modelo. O tempo, sempre o tempo, lá vai clarificando os motivos que levaram aos nefastos entendimentos e acordos do passado recente. O corte na região dorsal da luta dos professores portugueses fez-se também destas promiscuidades (para ser brando). O blog de Ar Lindo dá notícia do estado a que chegámos.


 


domingo, 11 de setembro de 2011

das actas

 


 


 


As actas da mesa de negociação, as que incluiem o MEC e os sindicatos de professores, entraram na agenda mediática por causa dos "impensados" entendimentos e acordos estabelecidos em 2008 e 2010. Muitos professores não gostaram nada do que se passou e perceberam que as oportunidades perdidas pareciam também acordadas.


 


Não basta escrever em acta. É preciso que haja vontade e conhecimento. Espera-se, nomeadamente em relação ao modelo de gestão das escolas, pelo conteúdo.


 


Para já, a Fenprof divulga o seguinte:


 


"Na ata negocial global ficarão previstos os seguintes aspetos:



  • Implicações da avaliação nos concursos: “a avaliação dos docentes de carreira não releva para efeitos de concurso interno e necessidades transitórias e, no caso dos docentes em regime de contrato a termo, as menções de “Muito Bom” e “Bom” são bonificadas de igual modo em um ponto”. A FENPROF discorda do tratamento diferente dado a docentes dos quadros e contratados.

  • Consideração, para concursos e para carreira, do tempo de serviço não avaliado prestado por docentes contratados por períodos inferiores a 180 dias e que, por esse facto, não será avaliado.

  • Publicação da portaria das vagas para acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira.

  • Início, até final de 2011, da revisão do atual regime de autonomia e gestão das escolas."

domingo, 19 de junho de 2011

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


Mas o que resta desta matriz democrática?


 


Concordo com o Paulo Guinote. Uma boa parte da esquerda que perdeu as eleições esteve envolvida no fim da gestão democrática das escolas com a publicação, e com a veneração ao espírito da coisa, do decreto-lei 75 de 2008. É factual. Quem governou nos últimos anos não foi apenas a ala direita do PS. Estiveram acompanhados de pessoas das mais variadas tonalidades e até oriundas dos sindicatos; mesmo da Fenprof. E depois há o off: o que foi dito para além dos órgãos de comunicação social. A expectativa para a inevitável recuperação do tempo perdido, e de um dos pontos fortes que os nossos parceiros europeus admiravam, estará a cargo dos mesmos do costume e de uma qualquer iluminária que dê alguma luz a quem vai governar.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

têm a palavra os sindicatos dos médicos

 


 


 



 


 


 


Li e nem queria acreditar. Lembra-me histórias recentes na avaliação de professores.


 


A nova avaliação do desempenho dos médicos, e de acordo com a portaria, só se aplica a médicos não sindicalizados. O articulado diz assim:


 


"(…)
“Artigo 2.º
Âmbito
1 — A presente portaria aplica -se, exclusivamente, aos trabalhadores que, de entre os universos previstos nos n.os 2, 3 e 4, não se encontrem filiados em qualquer associação sindical.(...)."

segunda-feira, 16 de maio de 2011

entendimentos?

 


 


A notícia que pode ler a seguir lembra-me os nefastos entendimentos e acordos entre este PS e os sindicatos de professores. Há alguém a querer dar uma mão a este PS? Bem sei que a exigência da mudança do acordo com a tal de troika pode fazer a diferença e clarificar posições.


 


Jerónimo admite coligação com PS se Governo mudar acordo com "troika"

domingo, 2 de janeiro de 2011

o tempo, as frases e as verdades

 



 


 


 


 


O Público escolheu algumas frases proferidas durante o ano de 2010 sobre o acordo financeiro entre os sindicatos e o ME. Na altura antevi: acordar matérias financeiras e deixar de fora a suspensão do monstro da avaliação, as alterações ao modelo de gestão, a eliminação da tralha burocrática ou a injusta situação de muitos contratados era fazer o jogo do governo. Mesmo sem bola de cristal, previam-se congelamentos "inevitáveis" de salários para combater a bancarrota; afinal, foi esse o único erro dos chamados teimosos e pessimistas: os salários vão ser cortados e os contratados despedidos.


 


Leia as frases escolhidas.


 


 


"Considerei urgente devolver a serenidade às escolas para que todos se possam melhor concentrar no que é essencial: a aprendizagem dos alunos."

Isabel Alçada, ministra da Educação, 8 de Janeiro 2010

"Tive sempre a convicção profunda de que era possível chegar a uma solução em que os professores se revissem." Idem

"Toda a gente no país que tem a ver com educação sentia que não era possível manter por mais tempo este clima, que era necessário virar a página e olhar em frente (...)"

Alexandre Ventura, secretário de Estado da Educação, 8 de Janeiro 2010

"Já tinhamos saudades de uma boa negociação. Há quatro anos e meio que não sabíamos o que era isso."

Mário Nogueira, líder da Fenprof, 8 de Janeiro 2010 

"Percebemos que já não havia margem de manobra para mais. E os aspectos positivos pesavam mais do que os negativos. Não ficávamos bem com a nossa consciência, tendo a possibilidade de servir os interesses de milhares e milhares de professores, de não aproveitar esta oportunidade."

Idem

"O nosso objectivo, no dia 8, era chegar a um acordo e fazer tudo por isso. Mas tinha que ser um acordo que permitisse aos professores passar para uma situação melhor."


João Dias da Silva, líder da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação, 8 de Janeiro 2010

"Durante o primeiro semestre de 2010, a estratégia do ministério e dos sindicatos foi a de acalmar as escolas com a promessa de que seria possível algo mais do que aquilo que estava escrito no acordo. Ao perceber-se, já no final do ano lectivo, que nada disso iria acontecer, a generalidade dos professores sentiu-se enganada."

Paulo Guinote, professor, 29 de Dezembro 2010

efeitos do acordo

 


 


 


O ano de 2010 terminou com uma certeza: os acordos entre os sindicatos de professores e o ME foram prejudiciais à luta em defesa do poder democrático da escola e o que conseguiram em relação ao estatuto dos professores foi o óbvio e numa latitude muito inferior à conseguida na rua e na comunicação social. Os sindicatos deram sempre uma mãozinha a um governo encostado às cordas.


 


São muitas as teorias da conspiração, mas existem dados objectivos: a avaliação dos professores continua mergulhada na injustiça e na inexequibilidade, a gestão escolar é o desmiolo que se sabe, os horários dos professores continuam contaminados pela tralha de má burocracia e por aí fora. Para além disso, tem-se assistido na última década à promiscua troca de cadeiras entre governantes e sindicalistas.


 


Não admira, portanto, que se leiam notícias como a que pode consultar a seguir.


 


As escolas estão em paz à espera que venha o pior


"A ministra da Educação, Isabel Alçada, cumpriu o objectivo anunciado para o acordo alcançado há quase um ano (8 de Janeiro) com os sindicatos dos professores - as escolas estão calmas. Mas será que estão ou vão estar melhores? Professores e directores contactados pelo PÚBLICO são unânimes na negativa. Entraram no novo ano, que agora começa, em estado de consternação.(...)"


 


 


 


 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

em eduquês e em má burocracia

 


 


 


Há tempos, talvez em 2008, escrevi um post em que afirmei que o modelo de avaliação de professores que o SPGL andava a divulgar como alternativo ao do ME era preenchido pela mesma má e inexequível burocracia; mudava apenas alguma nomenclatura.


 


Os últimos acontecimentos reforçam o que se sabia: eram almas gémeas os que se entenderam em 2008 ou acordaram (salvo seja) em 2010. A mesa de negociação onde se sentaram o ME e a plataforma de sindicatos estava decorada de eduquês e de toda toda a tralha burocrática que empurrou o poder democrático para fora da escola e conduziu o país a uma falência perpetrada pela oligarquia instalada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ao fundo

 


 


Estudei desde o início o modelo de avaliação de professores que quiseram impor e percebi da sua inexequibilidade e do impressionante legue de injustiças que lhe estavam associadas. Apenas encontrei sintonia em professores que estavam nas escolas, que tinham estudado o modelo e que se preocupavam com critério com a gestão escolar e com a fundamental atmosfera relacional entre profissionais. Não eram muitos os que assim se afirmavam. Mesmo isolados, iniciaram o percurso de constestação que se conhece.


 


Quando a luta dos professores eclodiu por força da razão, a mesa de negociação entre o governo (que começou por tentar isolar o sindicalismo) e os sindicatos fez o seu percurso. Em Abril de 2008, quer depois em Janeiro de 2010, o aperto de mãos incluiu sempre uma forma de oxigenar o monstro inaplicável. Foi imperdoável.


 


A verticalidade tem custos imediatos, mas afirma-se com o tempo como uma virtude inabalável. Os sindicatos embalaram-se na cantiga da sua adaptação aos desígnios da prestação parcial de contas dos recursos humanos (só de alguns grupos, como se viu) e anestesiaram-se. Ou então, longe que estavam das salas de aula e mantendo uma "promíscua" troca de cadeiras com os governantes e afins, não sabiam mais.


 


É espantoso como se ameaça com a terceira separação com o governo. Parece a ameaça periódica. Estavam à espera de quê? Nas anteriores negociações os sindicatos só obtiveram o que já estava conseguido pela luta dos professores e negociaram o inegociável em troca de coisa nenhuma.


 


Por mais voltas que se dê, o actual modelo de avaliação só pode conhecer o caminho da supressão. E quanto mais tarde pior.

o que é que assinaram?

 


 


O que se torna incompreensível foi a pressa no entendimento de Abril 2008 e no acordo de Janeiro de 2010. Em ambos os momentos o governo estava derrotado pela força da razão e muito abalado no campo mediático. Não se aceita que se tenha assinado sem as garantias que obrigam agora a recorrer à outrora malfadada luta jurídica. Como foi possível acordar duas vezes a intenção de aplicar um modelo de avaliação tão monstruoso?


 


 


Fenprof vai recorrer aos tribunais por "ilegalidades" na avaliação de desempenho docente

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

todas

 


 


Tem razão o Paulo Guinote em questionar neste post o facto do secretário-geral da Fenprof ter afirmado, em Abril de 2010, que o governo tinha respondido positivamente a todas as preocupações relativas à avaliação dos professores. É precisamente por isso que tenho escrito que é em eduquês e em má burocracia que se assinam os entendimentos e os acordos, por muito que isso custe aos que entendem que entre a Fenprof e deus há uma relação de cumplicidade. Haver até há, só que este deus ocupa lugares neste governo e andou na mesma escola.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

mais uma vez

 


 


 


No espaço de ano e meio o governo e os sindicatos de professores romperam dois acordos. O primeiro, em 2008, chamou-se entendimento e incluía, pasme-se ou não, a aplicação do monstro da avaliação dos professores na sua primeira versão. A sua inexequibilidade e a revolta de quem estava na escola acelerou o rompimento.


 


No início de 2010 a história repetiu-se com uma nova ministra. Fez-se um acordo financeiro. Desde logo se constatou que estava destinado ao fracasso. Os dados da crise financeira só não convenciam quem se sentava na mesa de negociação.


 


O que mais impressiona é a ausência de discussão em matérias fundamentais e que não são "financeiras". Da gestão escolar ao conteúdo da avaliação, passando pelo estatuto da carreira docente, nada parece preocupar verdadeiramente os sindicatos. Esta é uma boa altura para negociar essas matérias.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

tanto esforço

 


 



 


A Fenprof faz aqui uma primeira apreciação (tão mal escrita, por sinal, que nem se percebem algumas das responsabilidades) às recentes colocações de professores. Tem piada o início do primeiro ponto: "Apesar do esforço do ME, nos últimos meses, (...)". Ou seja, o ME não fez apenas o que devia: esforçou-se (o detalhe dos últimos meses é espantoso) e vê esse gesto considerado (ou entendido, ou acordado), e com ou sem ironia, pela maior Federação de Sindicatos de Professores. E pergunta-se: esforçou-se em quê? Ou já se esqueceram que o maior dispêndio de energia foi no sentido de incluir a farsa dos resultados do primeiro ciclo da avaliação na graduação dos professores. Da leitura do texto linkado conclui-se que há mais matéria irregular.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

sejamos sérios

 


 


Não me quero repetir, mas haverá alguém responsável pela presença numa qualquer mesa de negociação que não tenha percebido, ainda em 2009, que não haveria aumentos salariais nem progressões na carreira nos próximos anos? Ou não repararam na chuva de milhões que foram metidos nos mercados para que a grande depressão não acontecesse de imediato? Se não viram nada disto é grave. Eu vi, e sou apenas um blogger não alinhado, e escrevi-o vezes sem conta; como aqui.


 


Por isso, é quase obsceno remediar o que se está a assistir com devaneios do tipo: mas os professores voltam a garantir as progressões na carreira. Logo no mesmo dia leram o que está aqui para que ninguém se esqueça: neste e nos próximos anos não existirão progressões e quanto a aumentos salariais será melhor meter outro vocábulo na nomenclatura: reduções.


 


Se já se sabia que seria assim, se os titulares (a divisão, salvo seja) e o monstro da avaliação se derrotaram a si próprios, e pela acção dos professores, ainda em finais de 2008, digam-me por favor: o que é que negociaram da gestão escolar, dos horários dos professores, da rede escolar, do inferno da burocracia, da escola a tempo inteiro, dos salários dos professores das AEC´s e por aí adiante.


 


Mas o que mais me aborrece é o seguinte: como é que os resultados do primeiro ciclo de avaliação influenciam a graduação em concurso dos professores contratados? Digam-me lá?


 


Francamente; muito francamente. Não assinaria um qualquer acordo sem que questões como esta estivessem decididas de forma inequívoca.

terça-feira, 22 de junho de 2010

seria bom que acordassem

 


 


Bem sei que o tempo é mais de África do Sul 2010, mas seria razoável que os professores acordassem e que pensassem nas coisas que o Paulo Guinote escreve aqui.

acabaram os quadros de escola e de agrupamento; e agora?

 


 


Sim, e agora? O que dizem a isto as instituições que se sentam na mesa de negociação onde o ME representa S.Bento? Ficou hoje a saber-se, pela voz de um dos secretários de estado, que amanhã é publicado o novo ECD, mas que tem de se respeitar a lei 12-A/2008.


 


A ser assim, os quadros de professores passam a mapas de pessoal. Ficamos à espera dos próximos episódios.

terça-feira, 15 de junho de 2010

actas

 


 


 


Depois de meses a fio em que os professores portugueses conseguiram heroicamente - pesei bem, foi mesmo heróico e basta ter alguma memória - derrotar uma agenda neoliberal inédita na história dos sistemas escolares conhecidos, a famigerada mesa de negociação conseguiu um nulo pardacento e demasiado perigoso para a sobrevivência de quem lá se senta; foram repetidamente avisados da falência de oxigénio. Num gesto inédito, as actas do negócio foram tornadas públicas aqui.